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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
N.º de Inventário:
AN.177
Supercategoria:
Etnologia
Categoria:
Equipamento de uso doméstico
Denominação:
Rede de dormir
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Brasil / Região Nordeste - Maranhão
Datação:
XX d.C.
Matéria:
Fios de algodão
Técnica:
Contratorcido - técnica de tecelagem produzida quanto quatro fios da trama englobam entre si um ou mais elementos do urdume.
Dimensões (cm):
comprimento: 243;
Descrição:
Rede de dormir, em fios de algodão branco, feita pela técnica do contratorcido combinado. A peça é constituída por quatro elementos: a cama, os cabos elementares, os cabos suplementares e os punhos. A cama corresponde à parte tecida e os cabos elementares consistem no prolongamento da urdidura não tecida. Os cabos suplementares são compostos por cordões de fios de algodão que trespassam os cabos elementares, esses cordões são unidos com outro cordão do mesmo material formando, dessa maneira, os punhos, que representam as extremidades da peça. Cama comprimento(cm): 88 Cama largura (cm): 140
Incorporação:
Compra - Anterior proprietário: Desconhecido
Proveniência:
Grupo Cultural: Urubu. Coordenadas: Maranhão
Origem / Historial:
A técnica de tecelagem e os vários elementos descritivos, referidos na descrição da peça, foram retirados do Dicionário do Artesanato Indígena de Berta Ribeiro (pp. 96/97/101). Segundo informações contidas na ficha manual este tipo de rede é raro, porque exigem, na sua confecção, bastante algodão. Estas redes são feitas pelas mulheres. Nota informativa sobre a constituição da Colecção Victor Bandeira: Em 1964/65 Victor Bandeira e Françoise Carel Bandeira, incentivados por Jorge Dias e Ernesto Veiga de Oliveira, e com o apoio do Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Junta de Investigações do Ultramar e das autoridades brasileiras, empreenderam uma expedição à selva amazónica, com o objectivo de conhecer, por experiência e participação efectiva, as formas de comportamento, a cultura material e imaterial, os rituais, os ritos e as artes, dos grupos indígenas que habitavam nessa região. Durante a sua estada no terreno, o casal Bandeira, percorreu várias regiões do Brasil, Equador, Peru e Colômbia, e contactou com diferentes grupos de índios. Dessa investigação resultou uma extensa colecção de artefactos que documenta e exprime de um modo perfeito e completo todos os aspectos da vida e das concepções, dos ritos e da criação plástica dos vários grupos com quem estabeleceram relações, inúmeros registo visuais e sonoros, e um vasto conhecimento teórico sobre a vida, a cultura e arte dos ameríndios do Brasil. Esta colecção foi apresentada ao público em Outubro de 1966 nos Salões da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Embaixada do Brasil. Em 1969 a colecção é adquirida pelo então Ministério do Ultramar, com a participação financeira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação da Casa de Bragança e de alguns particulares devotados, a fim de ser entregue e incorporada no património do Museu Nacional de Etnologia. A colecção, constituída por cerca de 745 peças, abrange todas as classes de artefactos.
 
     
     
   
     
     
     
 
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