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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
N.º de Inventário:
AN.176
Supercategoria:
Etnologia
Categoria:
Equipamento de uso doméstico
Denominação:
Rede de dormir
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Brasil / Região Norte - Amazónia / Amazonas - Rio Negro
Datação:
XX d.C.
Matéria:
Tiras de cipó, fibras vegetais, fios de algodão, cera preta
Dimensões (cm):
comprimento: 339;
Descrição:
Rede de dormir constituída por três elementos: a cama, os punhos e as cordas de suspensão. A cama é composta por tiras de cipó dispostas paralelamente e unidas, entre si junto às extremidades, com fios de algodão. Os punhos, que representam as extremidades da peça, encontram-se envolvidos com fios de algodão revestidos de cera preta. E por fim as cordas de suspensão, que são dois cordões de fibras vegetais unidos aos punhos, e que se prolongam para além destes, com o objectivo de suspender a peça.
Incorporação:
Compra - Anterior proprietário: Desconhecido
Proveniência:
Grupo Cultural: Guarijo. Coordenadas: Amazonas - Rio Negro
Origem / Historial:
Segundo informações contidas na ficha manual este tipo de rede é feita pelos homens quando estes andam em viagem, no local onde pernoitam, sendo em seguida aí abandonadas. Os vários elementos descritivos, referidos na descrição da peça, foram retirados do Dicionário do Artesanato Indígena de Berta Ribeiro (pp. 85). Nota informativa sobre a constituição da Colecção Victor Bandeira: Em 1964/65 Victor Bandeira e Françoise Carel Bandeira, incentivados por Jorge Dias e Ernesto Veiga de Oliveira, e com o apoio do Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Junta de Investigações do Ultramar e das autoridades brasileiras, empreenderam uma expedição à selva amazónica, com o objectivo de conhecer, por experiência e participação efectiva, as formas de comportamento, a cultura material e imaterial, os rituais, os ritos e as artes, dos grupos indígenas que habitavam nessa região. Durante a sua estada no terreno, o casal Bandeira, percorreu várias regiões do Brasil, Equador, Peru e Colômbia, e contactou com diferentes grupos de índios. Dessa investigação resultou uma extensa colecção de artefactos que documenta e exprime de um modo perfeito e completo todos os aspectos da vida e das concepções, dos ritos e da criação plástica dos vários grupos com quem estabeleceram relações, inúmeros registo visuais e sonoros, e um vasto conhecimento teórico sobre a vida, a cultura e arte dos ameríndios do Brasil. Esta colecção foi apresentada ao público em Outubro de 1966 nos Salões da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Embaixada do Brasil. Em 1969 a colecção é adquirida pelo então Ministério do Ultramar, com a participação financeira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação da Casa de Bragança e de alguns particulares devotados, a fim de ser entregue e incorporada no património do Museu Nacional de Etnologia. A colecção, constituída por cerca de 745 peças, abrange todas as classes de artefactos.
 
     
     
   
     
     
     
 
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