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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
N.º de Inventário:
AN.168
Supercategoria:
Etnologia
Categoria:
Equipamento de uso doméstico
Denominação:
Peneira
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Brasil / Região Norte - Amazónia / Amazonas - Rio Negro
Datação:
XX d.C.
Matéria:
Fibras vegetais, madeira
Técnica:
Cestaria - entrecruzado: esta técnica obtém-se pelo cruzamento de duas séries de elementos, a trama e a urdidura, que vão passando perpendicularmente por cima e por baixo uns dos outros.
Dimensões (cm):
largura: 23,5;
Descrição:
Peneira de forma quadrangular de superfície côncava, em fibras vegetais, feita pela técnica do entrecruzado de diagonal aparente. O arremate da técnica é feito, em cada lado da peça, sobre um par de segmentos cilíndricos de madeira, que se prolongam para além da estrutura entrecruzada. Em três cantos da peça, os pares de segmentos são unidos, entre si, com fio de fibras vegetais.
Incorporação:
Compra - Anterior proprietário: Desconhecido
Proveniência:
Grupo Cultural: Maku. Coordenadas: Amazonas - Rio Negro - Fronteira com a Colômbia
Origem / Historial:
Na ficha manual a designação da peça é Joeira, no entanto optei por utilizar a denominação Peneira, após realizar uma pesquisa bibliográfica, de observar peças semelhantes (na colecção Wauja do MNE) e por uma questão de uniformização de termos. Segundo informações contidas na ficha manual a peça foi feita para turistas. Nota informativa sobre a constituição da Colecção Victor Bandeira: Em 1964/65 Victor Bandeira e Françoise Carel Bandeira, incentivados por Jorge Dias e Ernesto Veiga de Oliveira, e com o apoio do Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Junta de Investigações do Ultramar e das autoridades brasileiras, empreenderam uma expedição à selva amazónica, com o objectivo de conhecer, por experiência e participação efectiva, as formas de comportamento, a cultura material e imaterial, os rituais, os ritos e as artes, dos grupos indígenas que habitavam nessa região. Durante a sua estada no terreno, o casal Bandeira, percorreu várias regiões do Brasil, Equador, Peru e Colômbia, e contactou com diferentes grupos de índios. Dessa investigação resultou uma extensa colecção de artefactos que documenta e exprime de um modo perfeito e completo todos os aspectos da vida e das concepções, dos ritos e da criação plástica dos vários grupos com quem estabeleceram relações, inúmeros registo visuais e sonoros, e um vasto conhecimento teórico sobre a vida, a cultura e arte dos ameríndios do Brasil. Esta colecção foi apresentada ao público em Outubro de 1966 nos Salões da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Embaixada do Brasil. Em 1969 a colecção é adquirida pelo então Ministério do Ultramar, com a participação financeira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação da Casa de Bragança e de alguns particulares devotados, a fim de ser entregue e incorporada no património do Museu Nacional de Etnologia. A colecção, constituída por cerca de 745 peças, abrange todas as classes de artefactos.
 
     
     
   
     
     
     
 
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