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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
N.º de Inventário:
AN.126
Supercategoria:
Etnologia
Categoria:
Equipamento de uso doméstico
Denominação:
Cabaça
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Brasil / Região Norte - Amazónia / Tocantins - Ilha do Bananal
Datação:
XX d.C.
Matéria:
Fruto da cabaçeira, fibras vegetais
Dimensões (cm):
altura: 18,5; diâmetro: 24;
Descrição:
Cabaça em forma de esfera, com uma abertura de secção circular na extremidade superior. A peça é envolvida com fibras vegetais, unidas e dispostas entre si, de forma a elaborarem uma malha à qual é fixada na extremidade superior uma alça feita do mesmo material. Em uso a alça tem como função suspender a peça no braço esquerdo enquanto a mão direita acciona o fuso. O interior da peça contém algodão não fiado. A peça apresenta um tom castanho claro. Abertura diâmetro (cm): 11
Incorporação:
Compra - Anterior proprietário: Desconhecido
Proveniência:
Fontoura. Grupo Cultural: Karajá. Coordenadas: Tocantins - Ilha do Bananal
Origem / Historial:
Nota informativa sobre a constituição da Colecção Victor Bandeira: Em 1964/65 Victor Bandeira e Françoise Carel Bandeira, incentivados por Jorge Dias e Ernesto Veiga de Oliveira, e com o apoio do Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Junta de Investigações do Ultramar e das autoridades brasileiras, empreenderam uma expedição à selva amazónica, com o objectivo de conhecer, por experiência e participação efectiva, as formas de comportamento, a cultura material e imaterial, os rituais, os ritos e as artes, dos grupos indígenas que habitavam nessa região. Durante a sua estada no terreno, o casal Bandeira, percorreu várias regiões do Brasil, Equador, Peru e Colômbia, e contactou com diferentes grupos de índios. Dessa investigação resultou uma extensa colecção de artefactos que documenta e exprime de um modo perfeito e completo todos os aspectos da vida e das concepções, dos ritos e da criação plástica dos vários grupos com quem estabeleceram relações, inúmeros registo visuais e sonoros, e um vasto conhecimento teórico sobre a vida, a cultura e arte dos ameríndios do Brasil. Esta colecção foi apresentada ao público em Outubro de 1966 nos Salões da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Embaixada do Brasil. Em 1969 a colecção é adquirida pelo então Ministério do Ultramar, com a participação financeira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação da Casa de Bragança e de alguns particulares devotados, a fim de ser entregue e incorporada no património do Museu Nacional de Etnologia. A colecção, constituída por cerca de 745 peças, abrange todas as classes de artefactos.

Bibliografia

Arte do índio brasileiro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1966, pág. N.º 3

BANDEIRA, Françoise, "Les Indiens Karajá de L'Araguaia" in Geographica N.º 15, 1966, pág. -

BRITO, Joaquim Pais de, et al (coords), Os Índios, Nós. Lisboa: CNCDP/IPM/MNE, 2000, pág. 181; Foto. 206

Índios da Amazónia. Lisboa: Museu de Etnologia/ Instituto de Investigação Cientifica e Tropical, 1986, pág. 167; N.º 267

RIBEIRO, Berta G., Dicionário do Artesanato Indígena. São Paulo: Itatiaia Limitada, USP, 1988, pág. -

RIBEIRO, Darcy, "Arte índia" in Suma Etnológica Brasileira - Tecnologia Indígena, vol. 3. Petrópolis: FINEP/Vozes, 1986, pág. -

 
     
     
   
     
     
     
 
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