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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Etnologia
N.º de Inventário:
AN.184
Supercategoria:
Etnologia
Categoria:
Corpo
Denominação:
Pente
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Brasil / Região Norte - Amazónia / Tocantins - Fontoura (Ilha do Bananal)
Datação:
XX d.C.
Matéria:
Madeira, fibras vegetais, penas.
Dimensões (cm):
altura: 15,8; largura: 11,2;
Descrição:
Pente de forma trapezoidal constituído por várias tiras pontiagudas e dois pares de segmentos rectos, em madeira. As tiras apresentam-se dispostas, paralelamente e unidas entre si, em cerca de dois terços da sua altura, por fibras vegetais que formam um motivo geométrico. Os dois pares de segmentos são atravessados pelas tiras e fixados a estas por fibras vegetais, ficando localizados nas extremidades desse motivo. Os dois pares de segmentos são, igualmente, unidos entre si, por fibras vegetais. A peça apresenta quatro tiras de maiores dimensões, em relação às outras, dispostas em pares nas extremidades. Os dois pares de tiras encontram-se envolvidos, nos topos, com fibras vegetais, apresentando dois tufos de penas de tom branco e rosa e uma alça de fibras vegetais. O motivo geométrico é composto por linhas em ziguezague dispostas paralela e longitudinalmente. A peça apresenta, alternadamente, conjuntos de tiras de tom castanho-escuro e castanho-claro. Tufo comprimento (cm): 8,5
Incorporação:
Compra
Proveniência:
Macauba. Coordenadas: Tocantins
Origem / Historial:
Nota informativa sobre a constituição da Colecção Victor Bandeira: Em 1964/65 Victor Bandeira e Françoise Carel Bandeira, incentivados por Jorge Dias e Ernesto Veiga de Oliveira, e com o apoio do Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Junta de Investigações do Ultramar e das autoridades brasileiras, empreenderam uma expedição à selva amazónica, com o objectivo de conhecer, por experiência e participação efectiva, as formas de comportamento, a cultura material e imaterial, os rituais, os ritos e as artes, dos grupos indígenas que habitavam nessa região. Durante a sua estada no terreno, o casal Bandeira, percorreu várias regiões do Brasil, Equador, Peru e Colômbia, e contactou com diferentes grupos de índios. Dessa investigação resultou uma extensa colecção de artefactos que documenta e exprime de um modo perfeito e completo todos os aspectos da vida e das concepções, dos ritos e da criação plástica dos vários grupos com quem estabeleceram relações, inúmeros registo visuais e sonoros, e um vasto conhecimento teórico sobre a vida, a cultura e arte dos ameríndios do Brasil. Esta colecção foi apresentada ao público em Outubro de 1966 nos Salões da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Embaixada do Brasil. Em 1969 a colecção é adquirida pelo então Ministério do Ultramar, com a participação financeira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação da Casa de Bragança e de alguns particulares devotados, a fim de ser entregue e incorporada no património do Museu Nacional de Etnologia. A colecção, constituída por cerca de 745 peças, abrange todas as classes de artefactos.
 
     
     
   
     
     
     
 
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