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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu da Música
N.º de Inventário:
MNM 0009
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Instrumentos musicais
Denominação:
Viola de Amor Baixo
Autor:
Elster, Jean Joseph
Local de Execução:
Mainz
Centro de Fabrico:
Alemanha
Datação:
1730 d.C.
Matéria:
Pinho da Flandres, Ácer, Verniz
Técnica:
Entalhe e envernizamento
Dimensões (cm):
altura: a. 11; a2 6,5; largura: l1. 29,5; l2. 22,2; l3. 34,8; comprimento: C. 113,5; c. (corpo) 60,5;Braço: 30;;
Descrição:
Características principais: - Corpo 60,5; - 6 cordas reais simpáticas; - Viola de gamba transformada em viola de amor Descrição 1: Tampo de duas metades em pinho da Flandres. Fundo de duas metades em ácer com dobra. Ilhargas também em ácer. Verniz escuro talvez posterior. Aberturas sonoras em Cês. Tem 6 cordas reais e 6 simpáticas, presas em baixo, ao lado da cavilha do estandarte, passando depois dentro do braço, prendendo por sistema de atadilho, atrás do cravelhame. Este sistema das cordas simpáticas pode ser um arranjo posterior, visto que se nota, perfeitamente, a cunha colocada entre o braço e o ponto, para arranjar espaço para a passagem das cordas simpáticas. Também, a abertura feita no lado posterior do cravelhal, é um trabalho bastante imperfeito, em comparação com a perfeição da cabeça em talha, representando uma menina de olhos vendados e pescoço como de um cisne (atributo de Cupido), com que termina o cravelhal. Descrição2: Etiqueta manuscrita “Elster Joseph/Mainz/1730 no interior do instrumento. Tampo de duas metades em pinho da flandres, fundo inteiro com dobra. Verniz escuro talvez posterior. Aberturas sonoras em Cês. Tem 6 cordas reais e 6 simpáticas presas em baixo ao lado da cavilha do estandarte, passando depois por dentro do braço, que prendem por sistema de atadilho atrás do cravelhame. Este sistema das cordas simpáticas pode ser um arranjo posterior, visto que se nota perfeitamente a cunha colocada entre o braço e o ponto para arranjar espaço à passagem das cordas simpáticas. Também a abertura feita no lado posterior do cravelhame é um trabalho bastante imperfeito em comparação com a perfeição da cabeça de menina com que termina o cravelhame. Esta cabeça, especialmente inclinada, é uma menina de olhos vendados com o pescoço em forma de pescoço de cisne. Parte da informação acima recolhida foi facultada pelo Leitor de Tecnologia de Instrumentos Musicais, na London Guildhall University, Terence M. Pamplin. A ficha do MM, tal como a de outros cordofones, foi elaborada pela Profª Pilar Torres.
Incorporação:
Outro - Proveniente da Colecção Keil. Nº inv. 62 / cat.-15. Entra no Conservatório Nacional em 1940.
Origem / Historial:
No século XVI, as violas distinguiam-se pela posição em que eram tocadas, as de gamba entre as pernas ou nos joelhos, consoante a dimensão do instrumento, as de braço (da braccio) encostadas à clavícula, à maneira do violino. Estas últimas são instrumentos da família dos violinos, com seis cordas e cravelhal encimado por cabeça esculpida. A viola da gamba apareceu na Europa no final do século XV, tendo atingido o auge da sua popularidade no século XVII. Estas violas foram construídas em diversos tamanhos, correspondendo cada tamanho aos diferentes timbres da voz humana. Com o aparecimento da família dos violinos entra em desuso. As liras de gamba, baixos dos instrumentos conhecidos como liras da braccio, foram principalmente divulgadas na Itália dos séculos XV e XVI, tendo ganho importância ao longo do século XVI como instrumentos para o baixo contínuo nos intermezzos sacros. A peça exposta, construída na década de 1550 pelo italiano L. Morella, de Mântua, tem de surpreendente o facto do tampo harmónico ser inteiro e bombeado, com pequenas rosáceas talhadas, e o braço terminar em cravelhal com a forma de tulipa. As violas de amor - assim chamadas possivelmente pela ideia de fusão das duas ordens de cordas, evocadas pelo fenómeno acústico da ressonância simpática, ou talvez pela doçura do seu timbre - são instrumentos conhecidos desde finais do século XVII, sobretudo no sudoeste alemão. Caracterizam-se pelas suas cordas de arame, chamadas cordas simpáticas, que atravessam o cavalete rentes ao tampo harmónico e vibram em sincronia com as cordas melódicas, de tripa. As aberturas sonoras são em forma de C ou de chamas e o braço e cravelhal terminam normalmente em forma de cabeça de cupido ou de anjo, como é o caso da que está exposta. Têm a forma de uma viola da gamba pequena e a sua posição de tocar é idêntica à do violino, apoiadas no ombro. Bach empregou a viola de amor como instrumento obbligato em algumas árias. Já as violas d'amore são espécie de viola muito difundida nos fins do séc. XVII e XVIII. Do tamanho de uma violeta, mas com as características da viola da gamba: costas lisas, ombros inclinados, costilhas largas, cabeça entalhada no topo do cravelhal. Aberturas sonoras em forma de espada de fogo e pequena rosácea. Não tem trastos. Som particularmente doce, 14 cordas, 7 para tocar que passam por cima do cavalete e 7 simpáticas que atravessam o cavalete e, por baixo do ponto, vão-se prender a cravelhas separadas. O uso de cordas simpáticas e aberturas sonoras em forma de "espada de fogo" leva a sugerir uma influência indiana e do Médio Oriente. A primeira referência a Viola D'Amore é o diário de John Evelyn, 1679. Indicam-se 2 tipos de viola d'amore: um instrumento pequeno, de costilhas estreitas e cordas metálicas não simpáticas; um instrumento do tamanho da violeta, com cordas simpáticas. Muitos louvam seu som suave e doce. Durante a maior parte do séc. XVIII, a viola d'amore era afinada conforme a composição a tocar. No fim do séc. XVIII a afinação era em ré maior. As cordas simpáticas eram afinadas com as de tocar.
 
     
     
   
     
     
     
 
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