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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu da Música
N.º de Inventário:
MNM 0455
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Instrumentos musicais
Denominação:
Piano de Mesa
Local de Execução:
Inglaterra
Centro de Fabrico:
Inglaterra
Datação:
XVIII d.C.
Matéria:
Mogno, metal, madeira, marfim, ébano
Dimensões (cm):
altura: 89; largura: 65.5; comprimento: 172;
Descrição:
Cordofones, Piano de Mesa Móvel em mogno com talha aberta e embutidos metálicos. Placa abafadora pintada de verde com flores douradas. Armação de madeira. Teclado em marfim e ébano. O interior do instrumento está muito estragado, muitas cordas desprendidas, soltas e fora do seu lugar. Extensão 6 oitavas FA-fa4.
Incorporação:
Legado - Proveniente da Colecção Keil
Origem / Historial:
A designação cravo de martelos corresponde, entre nós, ao tipo de instrumento desenvolvido entre 1698 e 1700 pelo florentino Bartolomeo Cristofori, cujo princípio de produção acústica radica na percussão das cordas por martelos, permitindo uma contrastada gradação dinâmica do som. O piano desenvolvido por Bartolomeo Cristofori já possuía os principais elementos do moderno piano: martelos que percutiam as cordas, um sistema de escape dos martelos por forma a que uma nota pudesse ser repetida e abafadores que caíam sobre a corda mal a tecla era libertada. Inicialmente apresentaram-se três tipos de pianos: o piano de mesa, de forma rectangular e cordas dispostas horizontalmente sobre o tampo harmónico, formando ângulo com o teclado; o piano direito ou vertical, com cordas dispostas de alto a baixo contra a tábua de harmonia; e o piano de concerto, ou de cauda, com cordas dispostas horizontalmente sobre o tampo harmónico - o mais perfeito e eficiente modelo de piano e que hoje domina as grandes salas de concertos. Por volta de 1850, os americanos introduziram a armação de ferro que conseguia suportar uma tensão de mais de 30 toneladas e permitia que determinadas obras pudessem ser tocadas sem contracção da força do pianista. Hoje em dia os pianistas procuram pianos armados em madeira, em busca da doce sonoridade primitiva. Entre os cordofones de tecla, encontramos outras peças, como o piano de mesa de Muzio Clementi, o piano buffet do séc. XIX, de factura francesa, e ainda o piano de cauda que o compositor e pianista húngaro Franz Liszt trouxe de Marselha, em 1845, aquando da sua passagem pelo nosso País. Manuel Antunes e Mathias Bostem construíram cravos e porventura os primeiros pianosforte que Lisboa conheceu. Vários são os pianos portugueses do séc. XVIII sobreviventes, espalhados por Museus europeus, americanos ou colecções particulares, que sofreram influência dos pianos de Cristofori. Um deles, é o pianoforte, ou cravo de martelos, de 1763, do flamengo radicado em Portugal, Henrique van Casteel, construtor de cravos e pianos, activo durante uma década em Lisboa e, posteriormente, em Bruxelas.
 
     
     
   
     
     
     
 
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