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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu da Música
N.º de Inventário:
MNM 0264
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Instrumentos musicais
Denominação:
Flauta Transversal
Local de Execução:
Portugal
Centro de Fabrico:
Portugal
Datação:
1820 d.C.
Matéria:
Madeira de buxo, marfim, latão
Dimensões (cm):
diâmetro: 1=18.7;2=14.6;3=12.1;4=13.6; comprimento: C=624;c=550;
Descrição:
Aerofone de aresta, sem canal: seis orifícios para os dedos; uma chave: Ré#; fundamental relativa: ré3 Tubo de quatro peças em madeira de buxo, com o topo móvel; virolas e guarnições em marfim; chave em latão, de tampa (plateau) redonda e bombeada, montada em balaústre, sobre placa do mesmo metal. Diapasão: lá¹ = c.420 Hz Nota mais grave: ré¹ Número de Chaves: 1 Descrição e Identificação das chaves: Pé; ré# Corpo secção inferior; -- Corpo secção superior; -- Secções cambiáveis: não localizadas Técnica de fixação da chave: cavalete e eixo montado em balaústre de latão Forma do tampo da chave: redondo Número de secções: 4 Tubo: cónico
Incorporação:
Outro - -
Origem / Historial:
A flauta de bisel, doce, ou direita, o flajolé ou a flauta travessa são aerofones de acção directa, de aresta, com canal, no caso dos dois primeiros, em que o tocador dirige a corrente de ar contra uma aresta, ou sem canal, no caso das flautas travessas, em que o tocador cria uma corrente de ar com os lábios, soprando pela embocadura. A flauta é um instrumento de sopro, de madeira ou metal, cuja origem remonta à Antiguidade. Nos tempos modernos, formou duas famílias: a família das flautas de bisel e a família das flautas travessas. A flauta travessa, de origem oriental, é também muito utilizada durante a Idade Média. O seu nome faz referência à posição transversal em que é tocada. Em latim foram denominadas fistulas germanicas ou helveticas. Originariamente construídas de madeira, sendo na actualidade de metal, o seu som agudo, puro e doce, não as deixa passar despercebidas no meio da massa sonora da orquestra e todos os grandes compositores contam com elas nas suas obras. O primeiro compositor a introduzir a flauta transversal na música orquestral terá sido Lully. Compositores como Bach e Haendel indicam especificamente o uso deste tipo de flauta em algumas das suas obras. De Haydn em diante, salvo indicação contrária, a indicação de flauta refere-se à flauta transversal. Acusticamente, a flauta é um tubo aberto em que o som é produzido soprando ar contra a aresta de um orifício transversal à abertura dos lábios. A forma interior do tubo variou ao longo da História do instrumento. No século XVI e XVII o tubo tinha uma forma interior cilíndrica, com seis orifícios e sem chaves. O século XVIII viu surgir, por influência de Hotteterre e Quantz, a flauta de uma chave com tubo cónico invertido. Ainda durante o século XVIII começam a aparecer, sobretudo em Inglaterra, flautas com seis chaves que permitiam já descer até ao dó central. No início do século XIX desenvolvem-se as flautas com sete e oito chaves, mantendo ainda o tubo cónico invertido. Foi este modelo de flauta o utilizado pela grande escola de virtuosos ingleses do princípio do séc. XIX e que continuou a ser fabricado, paralelamente a outros modelos, até à primeira década do séc. XX. Theobald Boehm, em 1832, apresenta o seu novo modelo de flauta, com uma mecânica de anéis (ou anilhas) mas ainda com tubo cónico invertido. Foi o mesmo Boehm que, em 1847, aperfeiçando a mecânica da flauta de 1832 e restaurando o tubo cilíndrico, criou a flauta tal como a conhecemos hoje em dia.. A família de construtores de instrumentos Haupt, de origem berlinense, estabeleceu-se em Lisboa, pouco antes do terramoto de 1755. Segundo alguns autores Frederico Haupt, o primeiro chefe da família terá vindo para Portugal a convite do Marquês de Pombal, para aqui desenvolver a indústria de fabrico de instrumentos. Frederico Haupt fabricava oboés, flautas, clarinetes, fagotes e demais instrumentos da família das madeiras e eram semelhantes aos construídos na Alemanha. A marca que utilizava era uma cabeça humana de perfil, encimada pelo apelido da família e seguida do nome da cidade de Lisboa. O facto de todos os descendentes utilizarem a mesma marca, dificulta a identificação exacta da autoria dos instrumentos, podendo apenas fazer-se suposições baseadas em algumas características técnicas dos mesmos. Assim, somente através das datas que em alguns instrumentos se encontram gravadas, pode presumir-se a autoria dos construtores: António José Haupt, filho mais novo de Frederico Haupt nasceu em Berlim em 1751e faleceu em 1811. Ernesto Frederico Haupt, que lhe sucedeu, viria a tornar-se o mais conceituado da família, oque lhe valeu ser designado por Haupt pai. tornando-se fabricante de instrumentos musicais no arsenal do exército, em 1835. todos estes instrumentos que se fabricaram neste período eram marcados com as iniciais A.E. apostas à marca inicial dos Haupt. Ernesto Haupt teve três filhos, sendo só os dois primeiros a seguir o ofício da família : José Frederico Haupt ( 1818-1857 ) Ernesto Frederico Haupt Junior ( 1821-1890 ) Augusto Frederico Haupt ( 1839-1897 ) - músico profissional
 
     
     
   
     
     
     
 
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