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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu da Música
N.º de Inventário:
MNM 0015
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Instrumentos musicais
Denominação:
Contrabaixo
Autor:
Snoeck, Henri-Augustin
Local de Execução:
Belgica
Centro de Fabrico:
Bruxelas
Datação:
1762 d.C.
Matéria:
Pinho de Flandres, Ácer
Dimensões (cm):
altura: a=131; largura: l1=409;l2=274;l3=501; comprimento: C=1490;c=909;
Descrição:
Cordofone friccionado com tampo de várias peças em pinho de Flandres. Ilhargas e costas de duas metades em ácer. Braço terminando em voluta, com cravelhame de cremalheiras presumivelmente não original. Possui três cordas. Aberturas acústicas em f. Montagem actualizada.
Incorporação:
Outro - Proveniente da Colecção Keil
Origem / Historial:
O contrabaixo é o mais grave dos instrumentos de cordas friccionadas, antes do violino, viola e violoncelo. O violino atingiu a sua forma actual em meados do século XVI, juntamente com os outros membros da família: a viola de arco ou violeta, o violoncelo e o contrabaixo. Desenvolveram-se durante os dois séculos seguintes, suplantando as violas da gamba, de braço e de amor, e outros instrumentos de corda friccionada. O violino é um instrumento de quatro cordas friccionadas por arco. O corpo ou caixa de ressonância é construído com madeiras de epícea ou ácer, existentes nas florestas europeias da Suíça, Áustria, Hungria, Itália, Roménia e Alemanha. As cordas, inicialmente feitas de tripa de carneiro, são, actualmente, de aço. No século XVIII, o violino conheceu o apogeu graças a três famílias de luthiers de Cremona, Itália, que o aperfeiçoaram e desenvolveram. Ainda hoje se fala dos violinos Amati, dos Guarneri ou dos Stradivari. A viola de arco ou violeta, pertence à família do violino, com o qual, de resto, se parece muito. A caixa é semelhante, mas ligeiramente maior, com aproximadamente mais 1/7 do comprimento do violino. O som é mais grave e um pouco mais anasalado. A violeta não teve, ao longo da história, o papel de instrumento solista que foi dado ao violino ou ao violoncelo, mas desempenha um lugar muito importante na formação instrumental "quarteto de cordas", constituída por dois violinos, uma viola e um violoncelo. Como vimos, o violino e a violeta são apoiados no ombro do executante, o que permite que se toque de pé ou sentado. O violoncelo, sendo muito maior, é assente no chão através de um espigão e apoiado entre as pernas do violoncelista, que está obrigatoriamente sentado. Trata-se de um instrumento com grande repertório solista, mas também com um papel importante em agrupamentos de câmara (duos, trios, quartetos). O contrabaixo é o maior instrumento de corda friccionada. Em relação aos outros elementos da família é o que possui a sonoridade mais grave, devido às suas dimensões que, contudo, variam de país para país, sendo os instrumentos franceses mais pequenos e os alemães normalmente maiores. Não se trata de um instrumento muito utilizado a solo e para música de câmara não tem grande repertório, embora seja muito conhecido o quinteto "A Truta", de Schubert. Chama-se a atenção para os exemplares da autoria de violeiros portugueses, casos do prolífico Joaquim José Galrão (Lisboa, 1760-1794) e de António Joaquim Sanhudo (?-1869), do Pe. António Alvura (c. 1820-1902), António Dinis e Henrique Monteiro. Refira-se ainda o violoncelo de António Stradivari que pertenceu e foi tocado pelo rei D. Luís I, único instrumento com a assinatura do mítico construtor italiano no nosso País, e um outro de Henry Lockey Hill que pertenceu à violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia. Destaque também para o contrabaixo de Andrea Guarneri (1626-1698), fundador da dinastia de famosos violeiros de Cremona.
 
     
     
   
     
     
     
 
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