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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu da Música
N.º de Inventário:
MNM 0048
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Instrumentos musicais
Denominação:
Violino de Algibeira
Autor:
Dalla Costa, Marco
Local de Execução:
Itália
Centro de Fabrico:
Itália
Oficina / Fabricante:
Treviso
Datação:
1645 d.C.
Matéria:
Pinho de Flandres, espruce, marfim, tartaruga, madrepérola
Suporte:
O violino é um instrumento de quatro cordas friccionadas por arco. O corpo e a caixa de ressonância são construídos com madeiras de epícea ou ácer. Quase todos os violinos e violoncelos são feitos em ácer, excepto o tampo superior, que é feito com um tipo específico de pinho, chamado pinho da Flandres. Espruce ou epicea são os nomes mais correctos.
Técnica:
Artesanal
Dimensões (cm):
altura: a=29; largura: l=210; comprimento: C=598;c=361;
Descrição:
Cordofone, com cavalete, com braço, friccionado com arco; quatro cordas Tampo inteiro, em pinho de Flandres, com filetes em marfim. Braço e corpo talhados numa só peça, com motivos florais, gravados a buril, tendo nas costas, uma tira de tartaruga embutida, com filete em marfim. Cabeça em martelo com marchete central em madrepérola, em forma de sol, com fundo também em tartaruga.. Cravelhame para três cravelhas, não originais. Aberturas acústicas em forma de lira. Cordofone friccionado, de corpo alongado, cujo braço e corpo (ilhargas e fundo) parecem ter sido escavados de uma só peça. No tampo harmónico em madeira de resinosa (espruce?) emoldurado com filete de marfim, observam-se as aberturas sonoras em forma de lira. O tampo do fundo tem uma faixa de tartaruga ao centro e a todo o comprimento. A escala tem um marchetado em forma de losango em madrepérola. Cabeça em forma de martelo com um marchetado central de madrepérola em forma de sol, com fundo também em tartaruga. Aqui as cravelhas apertam as 3 cordas em tripa, que depois se apoiam sobre a pestana em osso, no cavalete (não original) e finalmente se fixam ao estandarte.( C.T.)
Incorporação:
Compra - Proveniente da Colecção Keil (adquirido pelo Conservatório Nacional aos herdeiros de Carvalho Monteiro)
Origem / Historial:
Violino de Algibeira é um pequeno violino sem trastos, geralmente de quatro cordas, de grandes variedade de formas, tocado do séc. XVI ao XIX. Podem-se considerar dois tipos: 1º membro da família do rabel, corpo em forma de meia pêra ou forma de barco estreito com costas abauladas; 2º miniatura de viola de arco, violino ou viola dedilhada, de costas levemente arqueadas e braço comprido. Conforme a forma e tamanho do instrumento, têm alma e barra, normalmente afinado em quintas. Podem ser instrumentos rústicos ou da autoria de construtores como Tielke ou Stradivari. O seu nome é, durante os séculos XVI e XVII sinónimo de rabel. No séc. XVI, alguns instrumentos membros da família do rabel tornaram-se mais afilados. No fim do séc. XVI, este tipo era habitual, de forma de barco estreito, de costas abauladas, por vezes com a separação entre corpo e braço bem demarcada, mesmo feito de uma só peça. Era ricamente embutido de madrepérola, marfim, madeiras raras ou pedras preciosas. Outros violinos de algibeira também tinham embutidos nas costas. Este formato de barco estreito foi construído até ao princípio do séc. XIX. Porém, outras formas foram aparecendo no séc. XVIII tardio, tornando-se separados o corpo e braço, ficando o corpo em forma de viola de arco, violino ou viola dedilhada, por vezes um híbrido recortado. Não eram enfeitados, dando relevo à excelência da madeira e verniz. No séc. XVIII, acrescentou-se-lhe, por vezes, cordas simpáticas como a viola de amor, chamando-lhe pochete d'amour. Foi um instrumento tocado com frequência por pessoas de todos os níveis sociais, sendo o seu repertório o do violino, apesar de composições escritas específicamente para ele.
 
     
     
   
     
     
     
 
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