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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu da Música
N.º de Inventário:
MNM 0051
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Instrumentos musicais
Denominação:
Rabel
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Italia
Centro de Fabrico:
Italia
Datação:
XVIII d.C.
Matéria:
madeiras, marfim, osso, madrepérola
Dimensões (cm):
largura: l=132; comprimento: C=549;c=352;
Descrição:
Cordofones, com cavalete, com braço, friccionado com arco. Corpo em forma de meia pêra, terminando em cabeça de martelo com marchete quadrado de madrepérola e moldura em marfim;bojo de onze aduelas separadas por filetes em marfim. Tem a forrar o interior da caixa de ressonância, unindo a zona de junção das aduelas, tiras e pedaços da papel manuscrito, a latim ou alemão antigo (?). Três cravelhas marchetadas a madrepérola. Ponto marchetado a marfim e madrepérola com motivos geométricos e vegetalistas. Aberturas acústicas em f.
Incorporação:
Outro - Proveniente da Colecção Keil
Origem / Historial:
Cordofone friccionado, de costas abauladas e sem demarcação entre o corpo e o braço. Derivado da lura bizantina e do rabab árabe, são conhecidos na Europa com nomes diferentes e vários formatos, desde o séc. X à actualidade; no entanto, a sua utilização como instrumento de música erudita deu-se sobretudo na Idade Média e Renascimento. Segundo Hornbostel-Sachs, é um alaúde friccionado. No séc XIII, instrumento reproduzido num manuscrito, apelidado lyra. Jerónimo de Morávia, em Tractatus de Musica (de 1272), dá uma afinação da rubeba que parece semelhante ao rabab mourisco. Instrumentos da mesma família são chamados rebebe, reberbe, e rebesbe em França, ribibe, ribible, rubebe, rubible e rybybe em Inglaterra. Na literatura dos sécs. XIII e XIV aparece frequentemente gigue que vai dar Geige em alemão, nome de instrumento, tipo rebec, além do fiddle medieval. No entanto há distinção, entre gigatores e vidulatores. De 1300 em diante vai-se usando rebec, apesar das inevitáveis sobreposições. Do séc. XVI em diante, o rabel foi chamado pelos nomes do seu derivado o violino de algibeira. Não há distinção visível entre o corpo e o braço. O ponto é levantado. O primeiro rabel não tinha alma apesar de outros instrumentos semelhantes a possuírem, nomeadamente instrumentos populares do séc. XX como a gadulka búlgara. Os desenhos das aberturas sonoras, cravelhal, cravelhas, estandarte ou outra prisão das cordas, cordas e arco variaram durante a Idade Média conforme as funções para que o instrumento era destinado. Entre os mais antigos, houve o instrumento em forma de meia pêra com cravelhal plano e o instrumento mais estreito, com cravelhal inclinado, que sobreviveu no rabab do Norte de África. Ambos contribuíram para os diferentes tipos de rabel europeu, aparecido no fim do séc. XIII, princípio do séc. XIV. Este tinha corpo em forma de meia pêra, por vezes trastos, tampo harmónico de madeira, cravelhal em forma de foice acabando numa voluta ou cabeça entalhada e estandarte. Assim como a forma, também variou o tamanho do instrumento e o número de cordas, apesar do habitual serem três, podiam ser de uma a cinco, sendo por vezes duplas, antes de 1300 havia geralmente um bordão lateral. Tanto no Sul da Europa como no Norte de África, havia a tendência de tocar os instrumentos da família do rabel no colo, com o arco agarrado por baixo (cantigas de Santa Maria). Durante a Idade Média o rabel foi um instrumento dos trovadores e é representado a ser tocado pelos Anciãos do Apocalipse no período Romântico. Foi no Renascimento que o violino de algibeira se foi desenvolvendo do rabel. Tinha grande aceitação nas classes populares rústicas. Também era utilizado em festas e banquetes da nobreza, juntamente com outros instrumentos, nas cortes de reis e nas casas ricas.
 
     
     
   
     
     
     
 
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