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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional Soares dos Reis
N.º de Inventário:
158 Our MNSR
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Ourivesaria
Denominação:
Pendente Devocional
Autor:
Desconhecido
Centro de Fabrico:
Mexico ou Peninsular
Datação:
1550 d.C. - 1600 d.C.
Matéria:
Ouro; Esmaltes: branco, preto; Pérolas naturais; Madeira de bucho; Penas; Vidro
Técnica:
Fundição, cinzelagem, esmaltagem em cloisonné; esculturas miniaturais esculpidas em meio vulto
Dimensões (cm):
altura: 6,8; largura: 2,5; profundidade: 2,2;
Descrição:
Pendente devocional executado em ouro com aplicações de esmaltes e pérolas naturais. Apresenta estrutura em forma de templete, de planta quadrada, sustentado por quatro balaústres que suportam entablamento corrido encimado por telhado piramidal truncado, no qual se fixa a argola de suspensão. Quatro pérolas rematam superiormente os ângulos do templete. No interior alberga um receptáculo prismático de vidro, contendo um conjunto de figurações miniaturizadas, de oito cenas da Paixão de Cristo esculpidas em madeira de buxo, em meio-vulto, dispostas em quatro painéis verticais, em dois registos sobrepostos. Por detrás das figuras, entrevê-se um fundo coberto de penas de ave. O pendente é adornado no topo e na base com motivos decorativos de enrolamentos vegetalistas e cartelas recortadas em finos traços de ouro que se destacam de fundos esmaltados em tons branco, preto e azul. O conjunto completa-se com quatro pérolas irregulares suspensas de elos na base.
Incorporação:
Compra - Aquisição feita a Henrique Manuel de Barros Vieira Borges, morador na cidade do Porto
Origem / Historial:
A origem deste tipo de pendentes devocionais, de cariz arquitectónico com viril em vidro ou em cristal de rocha e esculturas miniaturais realizadas em madeira de buxo, tem sido tema de debate entre os especialistas. Se o trabalho das figuras miniaturais esculpidas em madeira de buxo apontou durante muitos anos para atribuir a sua execução a oficinas do norte da Europa, a utilização de viris em cristal de rocha a encerrar figuras e relevos esmaltados em montagens de ouro, igualmente esmaltadas, com ornamentação de motivos geométricos e cartelas recortadas, e pingentes de pérolas que caracterizaram a produção da joalharia espanhola da segunda metade do século XVI, levou a incluí-los posteriormente numa produção peninsular. No entanto, novas propostas de classificação têm surgido face aos exemplares que apresentam o emprego de penas a forrar as superfícies de fundos (como acontece na presente peça do MNSR). Este facto tem constituído um argumento de peso para justificar a atribuição desta produção originalmente ao México, associando-a a outras obras de carácter religioso, executadas por artistas indígenas nas oficinas das escolas supervisionadas por missionários franciscanos, onde se conjuga longa tradição asteca da arte de plumária.
 
     
     
   
     
     
     
 
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