MatrizNet

 
Logo MatrizNet Contactos  separador  Ajuda  separador  Links  separador  Mapa do Site
 
domingo, 5 de dezembro de 2021    APRESENTAÇÃO    PESQUISA ORIENTADA    PESQUISA AVANÇADA    EXPOSIÇÕES ONLINE    NORMAS DE INVENTÁRIO 

Animação Imagens

Get Adobe Flash player

 


 
     
     
 
FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional Soares dos Reis
N.º de Inventário:
127/ 94 Pin MNSR
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Cais de Barcelona
Datação:
1882 d.C.
Suporte:
Madeira
Técnica:
Óleo
Dimensões (cm):
altura: 16,5; largura: 10;
Descrição:
Representação de um trecho de um porto com barcos. O primeiro plano, correspondendo ao terço inferior da composição, é dominado pela plataforma do cais, uma mancha amarela, intensamente iluminada, na qual se projecta a sombra muito alongada de uma figura (ausente da representação). Mais adiante ergue-se a estrutura de uma grua (?) acima de um pequeno edifício e um grande navio à direita. Os mastros e cordame do navio, traçados em pincelada espessa e precisa, a negro e vermelho, os elementos vermelhos da grua e os mastros de outros barcos, representados em planos mais distanciados, formam uma teia intrincada de linhas oblíquas e paralelas, a que a própria sombra da figura projectada no cais parece associar-se. A representação minuciosa e cuidada destes elementos faz-se em contraste com outros que, embora situados num plano mais próximo do observador, o artista opta por representar de modo quase displicente: as figuras sentadas num murete no cais, apenas sugeridas num jogo de pequenas manchas, ou o bote atracado no cais. A água, constrita num triângulo à direita, no terço inferior da composição, é tratada em pinceladas espessas, empastadas, mas contidas, marcando a negros e azuis e verdes profundos a zona de projecção da sombra do barco, num contraste que em tudo enfatiza a luminosidade da plataforma do cais.
Incorporação:
Outro - Fundo Antigo do Museu. Proveniente da Escola de Belas Artes do Porto (Antiga Academia de Belas Artes do Porto)
Origem / Historial:
Pertence ao Fundo Antigo do Museu: o antigo Museu Portuense, criado em 1833, passa a ser tutelado por uma Comissão de professores da Academia de Belas Artes do Porto, a partir de 1839, e as duas instituições passaram a partilhar o mesmo espaço e tutela. Em 1932 é feita a partilha do acervo existente pelas duas instituições, o Museu Soares dos Reis (antigo Museu Portuense) e Escola de Belas Artes (antiga Academia): dessa divisão foi registada uma “Relação dos objectos existentes no Museu Soares dos Reis pertencentes ao Estado”, datada de 1 de Novembro de 1932 e firmada por João Marques da Silva e por Vasco Valente, respectivamente, director da Escola de Belas Artes e do Museu Soares dos Reis. Após a morte de Henrique Pousão, em 25 Março de 1884, o seu pai, o juiz Francisco Augusto Nunes Pousão, a exercer funções em Odemira, reuniu toda a obra do artista que se encontrava dispersa entre familiares e amigos, mandou emoldurar todos os quadros que pode reunir, mais tarde foi transferido para Faro e levou consigo toda a obra que reunira. F. Fernandes Lopes escreve a esse propósito que Nunes Pousão “tinha tudo no seu escritório, cujas paredes estavam assim forradas com quadros do filho. Encontrava-se ali tudo o que fora a sua produção artística em Pintura, excepto naturalmente o que anteriormente enviara para a Academia do Porto ou teria sido vendido a raros particulares, que lhe haveriam feito encomendas, ou ainda de amigos ou pessoas de família a quem fizera ofertas…” V. em Bib. LOPES, Francisco Fernandes [1959], p. 98, 99. Após a morte do Juiz Nunes Pousão, em 2 de Agosto de 1888, em cumprimento da sua vontade, as obras foram entregues, pela viúva, à Academia Portuense de Belas Artes em cujo arquivo se guarda a relação sucinta de obras e objectos então entregues “Relação dos quadros, desenhos e mais objectos que faziam parte do espólio de Henrique Pousão.” AFBAUP. Uma lista mais detalhada seria posteriormente redigida na própria Academia AFBAUP Documento avulso, sem cota, e Correspondência para o Governo, 1837-1911 [130, 21 Set. 1889, fla. 50 v]. A obra foi executada durante a escala em Barcelona na viagem de regresso de Itália para Portugal em 1883.
 
     
     
   
     
     
     
 
Secretário Geral da Cultura Direção-Geral do Património Cultural Termos e Condições  separador  Ficha Técnica