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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional Soares dos Reis
N.º de Inventário:
118/ 56 Pin MNSR
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Balde junto a um muro
Datação:
1872 d.C. - 1884 d.C.
Suporte:
Tela colada sobre cartão
Técnica:
Óleo
Dimensões (cm):
altura: 15,6; largura: 22;
Descrição:
Esboço de um trecho de paisagem que representa um recanto de parede e chão, onde está colocado um balde, como objecto central da composição. Uma linha oblíqua atravessa a composição, de cima para baixo e da esquerda para a direita, e marca a separação entre dois planos cromáticos: o verde da vegetação rasteira que preenche o lado esquerdo, em contraposição com os ocres e brancos que descrevem a parede e o pilar, à direita da composição. Na zona central, sobre o lado direito, salienta-se o balde de madeira (selha), elemento essencial para a materialização do espaço e da luz, como possibilidade de distinção dos planos da parede e do chão, e como marcação forte da incidência da luz pela projecção da sombra. A pintura é toda muito leve, com uma camada de tinta pouco espessa, trabalhada, ora com pinceladas soltas e irregulares, ora com pinceladas verticais e horizontais no preenchimento das superfícies lisas. No primeiro plano o pintor faz a marcação da vegetação com o recurso ao cabo do pincel.
Incorporação:
Outro - Fundo Antigo do Museu proveniente da Escola de Belas Artes do Porto (antiga Academia Portuense de Belas Artes).
Origem / Historial:
Pertence ao Fundo Antigo do Museu: o antigo Museu Portuense, criado em 1833, passa a ser tutelado por uma Comissão de professores da Academia de Belas Artes do Porto, a partir de 1839, e as duas instituições passaram a partilhar o mesmo espaço e tutela. Em 1932 é feita a partilha do acervo existente pelas duas instituições, o Museu Soares dos Reis (antigo Museu Portuense) e Escola de Belas Artes (antiga Academia): dessa divisão foi registada uma “Relação dos objectos existentes no Museu Soares dos Reis pertencentes ao Estado”, datada de 1 de Novembro de 1932 e firmada por João Marques da Silva e por Vasco Valente, respectivamente, director da Escola de Belas Artes e do Museu Soares dos Reis. Após a morte de Henrique Pousão, em 25 Março de 1884, o seu pai, o juiz Francisco Augusto Nunes Pousão, a exercer funções em Odemira, reuniu toda a obra do artista que se encontrava dispersa entre familiares e amigos, mandou emoldurar todos os quadros que pode reunir, mais tarde foi transferido para Faro e levou consigo toda a obra que reunira. F. Fernandes Lopes escreve a esse propósito que Nunes Pousão “tinha tudo no seu escritório, cujas paredes estavam assim forradas com quadros do filho. Encontrava-se ali tudo o que fora a sua produção artística em Pintura, excepto naturalmente o que anteriormente enviara para a Academia do Porto ou teria sido vendido a raros particulares, que lhe haveriam feito encomendas, ou ainda de amigos ou pessoas de família a quem fizera ofertas…” V. em Bib. LOPES, Francisco Fernandes [1959], p. 98, 99. Após a morte do Juiz Nunes Pousão, em 2 de Agosto de 1888, em cumprimento da sua vontade, as obras foram entregues, pela viúva, à Academia Portuense de Belas Artes em cujo arquivo se guarda a relação sucinta de obras e objectos então entregues “Relação dos quadros, desenhos e mais objectos que faziam parte do espólio de Henrique Pousão.” AFBAUP. Uma lista mais detalhada seria posteriormente redigida na própria Academia AFBAUP Documento avulso, sem cota, e Correspondência para o Governo, 1837-1911 [130, 21 Set. 1889, fla. 50 v].
 
     
     
   
     
     
     
 
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