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OBJECT DETAILS
Museum:
Museu Nacional Soares dos Reis
Inventory number:
128 Pin MNSR
Supercategory:
Arte
Category:
Pintura
Name:
Rapariga romana
Date / Period:
1882 A.D
Holder:
Tela
Technique:
Óleo
Measurments (cm):
height: 40,3; width: 32;
Description:
Figura de rapariga representada a três quartos e virada três quartos à direita. Está encostada a uma parede e tem a mão direita na cintura e a esquerda junto ao corpo a segurar uma pandeireta. A figura está vestida com um traje típico dos arredores de Roma, caracterizado por toucado formado com lenço branco dobrado no cimo da cabeça, lenço estampado sobre os ombros e cruzado no peito, blusa branca com as mangas cingidas no antebraço e avental negro com faixas coloridas bordadas. O cabelo negro pende cobrindo totalmente os olhos e a testa, deixando visível apenas a zona inferior do rosto. A tinta empastada num brinco e no colar de coral produz pontos de inesperados de densidade e volumetria numa composição onde quase tudo parece apostado na diluição desses efeitos. A figura “cola-se” no fundo inundado de luz intensa, projectando uma única sombra correspondente à zona da cabeça e uma espécie de aura rosada em torno da mão que segura a pandeireta vermelha. O rosto e a sua envolvente (pescoço, colar, brinco e lenço) são aliás as únicas zonas de tratamento pictórico mais cuidado e minucioso, em contraste com o de tudo o resto onde a pincelada não se perde em detalhes nem contornos, e tudo define em manchas e cor, evidenciando o desinteresse do artista pelo pitoresco do motivo em si e a clara aposta no exercício de cor e de luz. Com alguma unanimidade, os vários autores que se têm debruçado sobre esta obra (v. bibliografia) frisam o seu carácter experimental e a aproximação empírica ás experiências de Manet em torno da bidimensionalidade da pintura.
Incorporation:
Outro - Fundo Antigo do Museu proveniente da Escola de Belas Artes do Porto (antiga Academia Portuense de Belas Artes).
Origin / History:
Pertence ao Fundo Antigo do Museu: o antigo Museu Portuense, criado em 1833, passa a ser tutelado por uma Comissão de professores da Academia de Belas Artes do Porto, a partir de 1839, e as duas instituições passaram a partilhar o mesmo espaço e tutela. Em 1932 é feita a partilha do acervo existente pelas duas instituições, o Museu Soares dos Reis (antigo Museu Portuense) e Escola de Belas Artes (antiga Academia): dessa divisão foi registada uma “Relação dos objectos existentes no Museu Soares dos Reis pertencentes ao Estado”, datada de 1 de Novembro de 1932 e firmada por João Marques da Silva e por Vasco Valente, respectivamente, director da Escola de Belas Artes e do Museu Soares dos Reis. Após a morte de Henrique Pousão, em 25 Março de 1884, o seu pai, o juiz Francisco Augusto Nunes Pousão, a exercer funções em Odemira, reuniu toda a obra do artista que se encontrava dispersa entre familiares e amigos, mandou emoldurar todos os quadros que pode reunir, mais tarde foi transferido para Faro e levou consigo toda a obra que reunira. F. Fernandes Lopes escreve a esse propósito que Nunes Pousão “tinha tudo no seu escritório, cujas paredes estavam assim forradas com quadros do filho. Encontrava-se ali tudo o que fora a sua produção artística em Pintura, excepto naturalmente o que anteriormente enviara para a Academia do Porto ou teria sido vendido a raros particulares, que lhe haveriam feito encomendas, ou ainda de amigos ou pessoas de família a quem fizera ofertas…” V. em Bib. LOPES, Francisco Fernandes [1959], p. 98, 99. Após a morte do Juiz Nunes Pousão, em 2 de Agosto de 1888, em cumprimento da sua vontade, as obras foram entregues, pela viúva, à Academia Portuense de Belas Artes em cujo arquivo se guarda a relação sucinta de obras e objectos então entregues “Relação dos quadros, desenhos e mais objectos que faziam parte do espólio de Henrique Pousão.” AFBAUP. Uma lista mais detalhada seria posteriormente redigida na própria Academia AFBAUP Documento avulso, sem cota, e Correspondência para o Governo, 1837-1911 [130, 21 Set. 1889, fla. 50 v].
 
     
     
   
     
     
     
 
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