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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional Soares dos Reis
N.º de Inventário:
22 Mob CMP/ MNSR
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Mobiliário
Denominação:
Esquife
Autor:
Desconhecido
Local de Execução:
Portugal, Norte
Datação:
1680 d.C. - 1690 d.C. - Período Nacional
Matéria:
madeira de pau-santo; palhinha; latão dourado
Técnica:
madeira torneada
Dimensões (cm):
altura: 59; profundidade: 58; comprimento: 197;
Descrição:
Esquife em madeira de pau-santo com guarnições metálicas e fundo de palha. De pés altos torneados com intersecção de discos, assenta em elementos circulares. Na base seguem-se pilares em balaustrada assentes numa régua corrida, rematada por moldura de tremidos, desenvolvem-se elementos torneados até nova régua superior com igual remate. Os elementos torneados são espiralados diagonalmente e entre os dois elementos situam-se anilhas metálicas. O elementos torneados que se encontram no enfiamento das pernas são de maior espessura do que os restantes e são ligados às pernas por placas rectangulares e cubos de intersecção com grossos parafusos. As guarnições metálicas compoem-se de argolas laterais de transporte e ao longo do friso, entre bandas de tremidos, situam-se placas metálicas de estilizada ornamentação vegetal, interceptados com uma almofada rectangular, alternando com rosetas estriadas com botão central. No friso superior desenvolvem-se outros tipo de ornatos, menos seguidos, compostos por laçarias alternando com botões. Esquife, “tumba rica e descoberta"(Moraes Silva, Diccionário de Língua Portuguesa,1858). A peça é proveniente do Convento de Santa Clara de Vila do Conde. A documentação do Museu Municipal refere "Um esquife de pau preto com incrustações de metal que servia para enterrar as freiras". A sua execução pertencia ao oficio dos ensambladores.
Incorporação:
Depósito da Câmara Municipal do Porto no Museu Nacional de Soares dos Reis.
Origem / Historial:
O Mosteiro de Santa Clara foi suprimido em 21 de Maio de 1893, pela morte da última freira. Em 1902 o Director do Museu Municipal do Porto, António Augusto da Rocha Peixoto em ofício de 30/09/1902 (Arquivo MNSR) dirigido ao vereador dava "conta dos objectos escolhidos no Convento de Santa Clara de Vila do Conde", embora esta peça não conste na lista então elaborada. No inventário parcial do Museu Municipal do Porto, datado de Fevereiro de 1920, Inventário de Escultura, Pintura, Mobiliário, Obra de Talha, consta na secção de mobiliário antigo com o n.º 54, um "Esquife com ornamentações de metal" . Em carta de 4 de Novembro de 1939, do Governo Civil do Porto dirigida ao Ministro da Educação Nacional, vem pedir a restituição de objectos que pertenceram à Igreja de Santa Clara, entretando classificada de "Monumento Nacional", e em lista anexa é referido «um esquife de pau preto com incrustações de metal que servia para enterrar as freiras». No Inventário Geral do Museu Municipal do Porto de 1938-1940, vem referido com o n.º 22 CMP, como tendo pertencido ao Convento de Santa Clara de Vila do Conde. A peça foi incluída no inventário geral do Museu Municipal do Porto de 1938-39, cujo acervo foi depositado no Museu Nacional de Soares dos Reis em 1940-41, conforme o disposto no Decreto-Lei 27/879 de 21 de Julho de 1937.
 
     
     
   
     
     
     
 
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