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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Dr. Joaquim Manso
N.º de Inventário:
126 Des.
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Desenho
Título:
Casais em trajo de festa
Datação:
XX d.C.
Suporte:
Papel
Técnica:
Mista
Dimensões (cm):
altura: 29,5; largura: 20;
Descrição:
Representação de dois casais em trajo de festa da Nazaré. A mulher do lado esquerdo ergue o braço direito, em posição de conversa; usa lenço, chapéu, blusa, saia e avental de dois folhos, em tons de verde e azul; o homem tem uma flor na orelha esquerda e um cigarro na mão direita e veste barrete, camisola, calças e cinta; toca com a sua mão esquerda no ombro do outro homem. Este, encontra-se de frente, com cigarro na boca e uma flor na sua mão direita; usa indumentária semelhante, mas com camisola axadrezada e cinta verde; a mulher do lado direito apresenta-se de costas, vendo-se um brinco de argola, o lenço, capa, saia e parte do avental. Os homens usam sapatos e as mulheres chinelas.
Incorporação:
Legado - Legado de Abílio de Mattos e Silva e de Maria José Salavisa de Mattos e Silva (autor e esposa)
Origem / Historial:
Esta pintura insere-se na temática nazarena da obra do pintor, possivelmente correspondente ao período em que residiu nesta vila. Abílio Leal de Mattos e Silva nasceu no Sardoal em 1 de Abril de 1908. Concluídos os estudos liceais em Coimbra, iniciou o curso de Direito em Lisboa acabando, porém, por optar pela função pública. Fixou-se na Nazaré em 1931, aí permanecendo até 1936. Datam deste período as obras mais antigas; definem a fase em que a sua pintura começa a manifestar-se de forma mais assídua, ao que não será estranho o estimulante convívio com os pintores portugueses e estrangeiros que com ele partilhavam a forte sedução ambiental da vila. Nazaré terá sido o princípio, Óbidos, a continuação. Com efeito, a actividade de Abílio prolonga-se, durante as férias, no velho burgo, cuja paisagem desenha e pinta durante muitos anos, tendo-nos ficado dessa actividade uma vasta e significativa produção. Em Lisboa, onde passa a residir em 1936, participa em exposições colectivas e colabora na revista "Presença" e noutras revistas e publicações oficiais. Como grafista, executa numerosos trabalhos para organismos de Estado. Com a peça "Tá-Mar", de Alfredo Cortez, inicia uma longa e notável carreira como cenógrafo e figurinista, traduzida em incontáveis realizações no domínio do Bailado, da Ópera e do Teatro declamado e ligeiro. No Ministério da Economia desenvolve intensa actividade como ilustrador e designer, tendo, nesta qualidade, sido condecorado pela acção desenvolvida em exposições organizadas no estrangeiro. É, cumulativamente, director de cena do Teatro S. Carlos onde levou a efeito algumas das suas mais importantes realizações cénicas. (J.L.T. in "O Trajo, um espaço renovado no Museu da Nazaré", Museu Dr. Joaquim Manso, 1986) Exposições em que participou: Salão de Arte Moderna (S.N.B.A., 1934), do S.N.I., Salão "Momento", Figurinos (individual na Livraria Ática e colectivas no Teatro da Trindade e Soc. Port. de Autores), 30 Anos de Teatro (retrospectiva realizada pelo Teatro S. Carlos em 1970), retrospectiva de pintura, desenho, figurinos e cenários, patrocinada pela Câmara Municipal de Óbidos (1984); "O Trajo, um espaço renovado no Museu da Nazaré", exposição do legado de Abílio de Mattos e Silva e Maria José Salavisa de Mattos e Silva, no 10º aniversário da abertura do Museu Joaquim Manso (Maio 1986). Obras Publicadas: "Óbidos, vila antiga de Portugal" (desenho), "O Trajo da Nazaré", "30 Anos de Teatro" (catálogo). Quando faleceu, tinha em preparação um álbum sobre Óbidos.
 
     
     
   
     
     
     
 
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