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quinta-feira, 29 de setembro de 2022    APRESENTAÇÃO    PESQUISA ORIENTADA    PESQUISA AVANÇADA    EXPOSIÇÕES ONLINE    NORMAS DE INVENTÁRIO 

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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Dr. Joaquim Manso
N.º de Inventário:
95 Pint.
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Título:
Cabeça de João Galego
Datação:
1942 d.C.
Suporte:
Papel
Técnica:
Lápis e pastel
Dimensões (cm):
altura: 47; largura: 37;
Descrição:
Retrato de um pescador da Nazaré, ostentando barrete preto e identificado pelo autor como João Galego. O rosto, seccionado pelo pescoço, apresenta linhas de expressão vincadas, olhar frontal e lábios grossos. Esboçado o contorno do início da camisa. No canto inferior esquerdo, a letra vermelha manuscrita, lê-se: "Lázaro Lozano / 1942 / Cabeça de João Galego / (pescador da Nazaré) /de quem fui admirador e amigo".
Incorporação:
Doação - Oferta do autor.
Origem / Historial:
Retrato de João Galego, figura "típica" da Nazaré, filho do pescador António Pereira Galego e da peixeira Palmira Chicharro. Cedo começou a trabalhar nas redes do caranguejo – "as mugigangas, lá p' rás bandas da foz". Em 1922, obteve cédula marítima, matriculando-se sucessivamente entre 1923 a 1966, em embarcações de pesca local; a única interrupção ocorre em 1931, para o cumprimento do serviço militar. Tido como um pescador forte e trabalhador, tanto na arte xávega, como em traineiras, com larga experiência adquirida, primeiro em embarcações de seus pais e mais tarde de sua propriedade ou em parceria, chegou a desempenhar funções de arrais. Só a doença o impediu de continuar a ser pescador. Na realidade, a sua última matrícula data de 1966, vindo a falecer dois anos mais tarde. Foi casado com Clara Carreira ou da Pizoeira, peixeira infatigável que passava os seus dias entre o amanho e a seca do peixe para "ir fora" vendê-lo (biografia com base no texto "Figuras do quotidiano da Nazaré", Museu Dr. Joaquim Manso, 1985). Bonifácio Lázaro Lozano, nascido na Nazaré e descendente de família espanhola aqui estabelecida, onde veio fundar uma fábrica de conservas, repartiu a sua actividade e formação entre ambos os países, nos quais ganhou prémios, fez exposições e teve ateliers de trabalho. No entanto, a Nazaré foi a sua maior fonte de inspiração, desenvolvendo grande proximidade com os pescadores e peixeiras, como reconhece o próprio autor, na nota manuscrita que deixou neste retrato de João Galego.
 
     
     
   
     
     
     
 
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