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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Dr. Joaquim Manso
N.º de Inventário:
1014 Fot.
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Fotografia
Título:
Thomaz da Fonseca com os alunos da missão
Datação:
1910 d.C.
Suporte:
Vidro
Dimensões (cm):
altura: 13; largura: 18;
Descrição:
Fotografia a p/b de um grupo infantil composto por rapazes e raparigas em pose para a fotografia, acompanhados pelos professores, num recanto de jardim. As crianças dispõem-se em várias vilas, a primeira sentada e composta pelas únicas sete meninas do grupo, que se evidenciam pelo uso de fios de ouro, ornamentando os seus "trajes de festa". Os alunos vestem, na sua maioria, a camisa tradicional do traje masculino nazareno; alguns seguram o barrete na mão. Na última fila, posicionam-se três adultos engravatados e uma quarta figura masculina barbada, à direita (Thomaz da Fonseca).
Incorporação:
Doação - Doação do embaixador Álvaro Laborinho, filho do autor. Despachos da SEC de 14.4.1988 e do Secretário dos Assuntos Fiscais de 1.6.1988.
Origem / Historial:
Título dado pelo autor. Esta fotografia regista uma deslocação de Tomás da Fonseca à Nazaré, nos tempos antecedentes à implantação da República. Tomás da Fonseca (1877-1968) era um activo propagandista republicano, também muito ligado à educação e ao ensino. Escritor, jornalista e professor, desde cedo defendeu as ideias republicanas, sendo chefe de gabinete de Teófilo de Braga (1910-11). Ainda durante a Monarquia, várias figuras da Nazaré aderiram ao crescente movimento republicano, desenvolvendo numerosas acções no sentido da divulgação dos novos ideais e da possível implantação da República. Dos membros locais distinguiram-se, entre outros, António Gomes Ascenso, presidente da Comissão Republicana da Nazaré, José Pedro, Álvaro Laborinho, Joaquim Brilhante, Albertino Victorino Laranjo e Teixeira Freire. A primeira bandeira republicana na Nazaré regista-se em Dezembro de 1910, por iniciativa e oferta de Alfredo Santos, sócio da fábrica de conservas “Alfredo Santos & Bravo”. A cerimónia teve lugar na própria fábrica, onde foi içada a nova bandeira portuguesa, verde e rubra. Álvaro Laborinho, fotógrafo amador da Nazaré, foi também um republicano convicto, indo propositadamente a Lisboa para oferecer os seus préstimos a António José de Almeida. Foi um dos intervenientes na fundação do Centro Republicano Português na Nazaré, sendo bastante participativo em várias actividades políticas e na organização de comícios republicanos. Com o seu olhar fotográfico, registou assiduamente algumas das figuras e momentos emblemáticos vividos na Nazaré durante a época de implantação da República.
 
     
     
   
     
     
     
 
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