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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Dr. Joaquim Manso
N.º de Inventário:
1024 Fot.
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Fotografia
Título:
Dr. Lopes Oliveira, Thomaz da Fonseca, senhoras e sogro
Datação:
1911 d.C.
Suporte:
Vidro
Dimensões (cm):
altura: 18; largura: 13;
Descrição:
Fotografia a p/b de um grupo de pessoas num espaço ajardinado, tendo como cenário e ao centro uma bandeira da República Portuguesa. O grupo é composto por duas mulheres ladeando uma figura masculina, sentados em primeiro plano. Em segunda fila, de pé, posicionam-se mais dois homens, um de barba comprida e outro de bigode, laço e braços cruzados, olhando este último frontalmente para a máquina fotográfica.
Incorporação:
Doação - Doação do embaixador Álvaro Laborinho, filho do autor. Despachos da SEC de 14.4.1988 e do Secretário dos Assuntos Fiscais de 1.6.1988.
Origem / Historial:
Título dado pelo autor. Tomás da Fonseca (1877-1968) e Lopes Oliveira (1881-1971) eram activos propagandistas republicanos, também muito ligados à educação e ao ensino. Tomás da Fonseca, escritor, jornalista e professor, desde cedo defendeu as ideias republicanas, sendo chefe de gabinete de Teófilo de Braga (1910-11). Ainda durante a Monarquia, várias figuras da Nazaré aderiram ao crescente movimento republicano, desenvolvendo numerosas acções no sentido da divulgação dos novos ideais e da possível implantação da República. Dos membros locais distinguiram-se, entre outros, António Gomes Ascenso, presidente da Comissão Republicana da Nazaré, José Pedro, Álvaro Laborinho, Joaquim Brilhante, Albertino Victorino Laranjo e Teixeira Freire. A primeira bandeira republicana na Nazaré regista-se em Dezembro de 1910, por iniciativa e oferta de Alfredo Santos, sócio da fábrica de conservas “Alfredo Santos & Bravo”. A cerimónia teve lugar na própria fábrica, onde foi içada a nova bandeira portuguesa, verde e rubra. Após insistentes pedidos aos órgãos de governo competentes e que remontam ainda ao tempo da Monarquia, em 1912, por decreto de Manuel de Arriaga, o concelho da Pederneira passa a denominar-se “concelho da Nazaré”. Com a República, esta vila piscatória conhece também alguns melhoramentos sócio-culturais, nomeadamente na educação, no teatro e na organização de actividades ligadas à cultura. Celebram-se as festas do “Dia da Árvore” e o espírito republicano reflecte-se em vários aspectos do quotidiano piscatório, incluindo nos registos de embarcações, cujas denominações evidenciavam a matriz política dos seus proprietários. Citam-se como exemplo as embarcações “Bernardino Machado”, “Guerra Junqueiro” e “António José d’Almeida” (1908), “Cerco Republicano” (1913), “Pinheiro Chagas” e “República” (1914), de que o Museu Dr. Joaquim Manso possui algumas miniaturas. Álvaro Laborinho, fotógrafo amador da Nazaré, foi também um republicano convicto, indo propositadamente a Lisboa para oferecer os seus préstimos a António José de Almeida. Foi um dos intervenientes na fundação do Centro Republicano Português na Nazaré, sendo bastante participativo em várias actividades políticas e na organização de comícios republicanos. Com o seu olhar fotográfico, registou assiduamente algumas das figuras e momentos emblemáticos vividos na Nazaré durante a época de implantação da República.
Registos Associados
Património Móvel
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Entidades
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