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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
13/86 Ilum
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Livro de Horas
Título:
Oração a S. João Evangelista
Autor:
Oficina de Simon Bening
Oficina / Fabricante:
Oficina de Simão Bening
Datação:
1530 d.C. - 1534 d.C.
Suporte:
Pergaminho
Técnica:
Pintura a têmpera e ouro
Dimensões (cm):
altura: 13,3; largura: 9,8;
Descrição:
Fólio 86. Neste fólio a iluminura inicia a oração a São João Evangelista. A iluminura tem um enquadramento à maneira de moldura, em tons de castanho e dourado, a imitar madeira. Sobre ela é aplicada um outro quadro, onde se inicia o texto da oração dedicada a São João. Este é escrito em latim, com caracteres góticos, a vermelho e preto. O texto apresenta duas iniciais. A maior "I" é decorada com motivos vegetalistas a imitar ramos e folhas de acanto sobre um fundo quadrangular azul e com um enquadramento semelhante à moldura. Dos ramos da letra brotam duas flores e um fruto. A letra mais pequena, "A", de cor castanha apresenta igualmente uma decoração fitomórfica, sobre um fundo quadrangular vermelho. Na tarja inferior assiste-se ao embarque de S. João Evangelista para o seu exílio na ilha de Patmos, decretado pelo imperador Domiciano. O Santo entra na embarcação que o levará à ilha, enquanto que na margem o imperador de manto real e ceptro na mão, acompanhado por três homens assiste à partida de S. João. Na tarja direita, o santo segue no navio e um pouco mais ao fundo, está já S. João na ilha a receber a iluminação divina que vem do céu.
Incorporação:
Transferência - Palácio das Necessidades
Origem / Historial:
Este Livro de Horas é tradicionalmente atribuído à Oficina de Simão de Bening. Esta atribuição resulta dos estudos comparativos com outras obras realizadas por este iluminador, como o Breviário de Grimani (Biblioteca Marciana, Veneza). Quanto ao destinatário, alguns estudiosos relacionam este códice como uma oferta de Damião de Góis a D. Catarina, e outros como pertencente ao infante D. Fernando. Ambas as posições podem ser contestadas pela representação das Armas Reais Portuguesas no fólio 1v. Dagoberto Markl avança com a hipótese de se tratar de uma encomenda do próprio rei, D. João III. Segundo a inscrição no fólio 1v., a actual encadernação foi feita em Paris, em 1755. Este Livro de Horas, pertencente às Colecções Reais, foi transferido para o Museu Nacional de Arte Antiga, proveniente do Palácio das Necessidades, no arrolamento dos bens reais.
 
     
     
   
     
     
     
 
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