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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
13/38v. Ilum
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Livro de Horas
Título:
Arcanjo S. Miguel
Autor:
Oficina de Simon Bening
Oficina / Fabricante:
Oficina de Simão Bening
Datação:
1530 d.C. - 1534 d.C.
Suporte:
Pergaminho
Técnica:
Pintura a têmpera e ouro
Dimensões (cm):
altura: 13,3; largura: 9,8;
Descrição:
Fólio 38 verso. Neste fólio a iluminura é dedicada ao Arcanjo S. Miguel. Na composição principal é representado o arcanjo S. Miguel sobre um fundo celestial, envolvido em nuvens que deixam ver a luz do sol. O arcanjo enverga uma veste rosa claro e um manto dourado bordado a vermelho. Sobre este, um peitoral em ouro, tendo ao centro, uma espécie de relicário com três faces separadas por colunas e ao centro uma pequena escultura. O bordo do peitoral tem incrustadas várias pedras preciosas: safiras, esmeraldas, rubis e pérolas. Do peitoral pendem duas cadeias, fixando um cinto, ao nível das ancas, com cinco medalhões ovais, contendo cada um deles uma escultura. Na cabeça, o anjo ostenta uma coroa com várias pedras preciosas, encimada por uma cruz. As asas do arcanjo imitam as penas coloridas dos pavões. Na mão direita, segura um ceptro em ouro. Na tarja, à esquerda, um senhor está de joelhos, em oração, perante uma estante forrada com um pano, onde está um livro. Por detrás, deste, uma cortina verde entreaberta, por onde espreita um homem. No trifório do templo estão três figuras. À direita, em baixo, vêem-se dois galgos.
Incorporação:
Transferência - Palácio das Necessidades
Origem / Historial:
Este Livro de Horas é tradicionalmente atribuído à Oficina de Simão de Bening. Esta atribuição resulta dos estudos comparativos com outras obras realizadas por este iluminador, como o Breviário de Grimani (Biblioteca Marciana, Veneza). Quanto ao destinatário, alguns estudiosos relacionam este códice como uma oferta de Damião de Góis a D. Catarina, e outros como pertencente ao infante D. Fernando. Ambas as posições podem ser contestadas pela representação das Armas Reais Portuguesas no fólio 1v. Dagoberto Markl avança com a hipótese de se tratar de uma encomenda do próprio rei, D. João III. Segundo a inscrição no fólio 1v., a actual encadernação foi feita em Paris, em 1755. Este Livro de Horas, pertencente às Colecções Reais, foi transferido para o Museu Nacional de Arte Antiga, proveniente do Palácio das Necessidades, no arrolamento dos bens reais.
 
     
     
   
     
     
     
 
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