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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
13/27 Ilum
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Livro de Horas
Título:
Horas da Virgem-Assunção de Nossa Senhora
Autor:
Oficina de Simon Bening
Oficina / Fabricante:
Oficina de Simão Bening
Datação:
1530 d.C. - 1534 d.C.
Suporte:
Pergaminho
Técnica:
Pintura a têmpera e ouro
Dimensões (cm):
altura: 13,3; largura: 9,8;
Descrição:
Fólio 27. Neste fólio a iluminura é dedicada à Assunção de Nossa Senhora, pertencente às Horas da Virgem. A iluminura tem um enquadramento à maneira de moldura, em tons de castanho e dourado, a imitar madeira. Sobre ela é aplicada um outro quadro, onde se inicia o texto da oração. Este é escrito em latim, com caracteres góticos, a vermelho e preto. Apresenta uma inicial "O" iluminada, num espaço quadrangular com um fundo vermelho. A letra é decorada com folhas de acanto. No interior da letra, Nossa Senhora é envolta numa mandorla dourada e com raios. A imagem da Virgem é elevada aos céus por vários anjos. A tarja apresenta vários medalhões desenhados com motivos arquitectónicos góticos. Em cima é representado Josué e Caleb a transportarem o cacho de uvas da Terra Prometida. À direita, em cima, Jacob chora José quando os filhos lhe entregam as vestes ensaguentadas; em baixo, David transporta a Arca da Aliança para Jerusalém. Em baixo, à esquerda, Ana leva o jovem Samuel ao sumo-sacerdote Héli para que este o destine ao eterno; à direita, Circuncisão de Ismael e Isaac. À esquerda; em cima, Moisés fazendo brotar a água do rochedo; em baixo, José largado na cisterna.
Incorporação:
Transferência - Palácio das Necessidades
Origem / Historial:
Este Livro de Horas é tradicionalmente atribuído à Oficina de Simão de Bening. Esta atribuição resulta dos estudos comparativos com outras obras realizadas por este iluminador, como o Breviário de Grimani (Biblioteca Marciana, Veneza). Quanto ao destinatário, alguns estudiosos relacionam este códice como uma oferta de Damião de Góis a D. Catarina, e outros como pertencente ao infante D. Fernando. Ambas as posições podem ser contestadas pela representação das Armas Reais Portuguesas no fólio 1v. Dagoberto Markl avança com a hipótese de se tratar de uma encomenda do próprio rei, D. João III. Segundo a inscrição no fólio 1v., a actual encadernação foi feita em Paris, em 1755. Este Livro de Horas, pertencente às Colecções Reais, foi transferido para o Museu Nacional de Arte Antiga, proveniente do Palácio das Necessidades, no arrolamento dos bens reais.
 
     
     
   
     
     
     
 
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