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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
13/26v. Ilum
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Livro de Horas
Título:
Horas da Virgem-Virgem das Dores
Autor:
Oficina de Simon Bening
Oficina / Fabricante:
Oficina de Simão Bening
Datação:
1530 d.C. - 1534 d.C.
Suporte:
Pergaminho
Técnica:
Pintura a têmpera e ouro
Dimensões (cm):
altura: 13,3; largura: 9,8;
Descrição:
Fólio 26 verso. Neste fólio a iluminura é dedicada a Virgem, pertencente às Horas da Virgem. A iluminura tem um enquadramento à maneira de moldura, em tons de castanho e dourado, a imitar madeira. Ao centro da iluminura, a Virgem Maria é enquadrada por motivos arquitectónicos góticos, em tons de castanho e dourado. Nossa Senhora é representada de manto azul e com as mãos postas sobre o peito. à sua frente estão depositados: o manto, a coroa de espinhos e os cravos com que Cristo foi pregado na cruz e três dados. Por detrás da Virgem, a ideia de luz é dada através de semi-circulos em tons de amarelo e laranja despontando a partir de Maria raios de luz. Na tarja da iluminura composta por motivos arquitectónicos destacam-se medalhões que relatam as sete dores da Virgem (de baixo, da direita para a esquerda): Circuncisão, Fuga para o Egipto, Jesus entre os Doutores, Cristo a caminho do Calvário, o Calvário, a Descida da Cruz e a Deposição no Túmulo.
Incorporação:
Transferência - Palácio das Necessidades
Origem / Historial:
Este Livro de Horas é tradicionalmente atribuído à Oficina de Simão de Bening. Esta atribuição resulta dos estudos comparativos com outras obras realizadas por este iluminador, como o Breviário de Grimani (Biblioteca Marciana, Veneza). Quanto ao destinatário, alguns estudiosos relacionam este códice como uma oferta de Damião de Góis a D. Catarina, e outros como pertencente ao infante D. Fernando. Ambas as posições podem ser contestadas pela representação das Armas Reais Portuguesas no fólio 1v. Dagoberto Markl avança com a hipótese de se tratar de uma encomenda do próprio rei, D. João III. Segundo a inscrição no fólio 1v., a actual encadernação foi feita em Paris, em 1755. Este Livro de Horas, pertencente às Colecções Reais, foi transferido para o Museu Nacional de Arte Antiga, proveniente do Palácio das Necessidades, no arrolamento dos bens reais.
 
     
     
   
     
     
     
 
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