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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
13/16v. Ilum
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Livro de Horas
Título:
Evangelho de S. Marcos
Autor:
Oficina de Simon Bening
Oficina / Fabricante:
Oficina de Simão Bening
Datação:
1530 d.C. - 1534 d.C.
Suporte:
Pergaminho
Técnica:
Pintura a têmpera e ouro
Dimensões (cm):
altura: 13,3; largura: 9,8;
Descrição:
Fólio 16 verso. Neste fólio a iluminura marca o início do Evangelho de S. Marcos. A iluminura tem um enquadramento à maneira de moldura, em tons de castanho e dourado, a imitar madeira. São Marcos escreve o Evangelho, no seu estúdio, de noite, à luz da vela. O livro onde escreve apresenta uma pequena iluminura na página esquerda. Sobre a estante e dentro deste móvel são visíveis vários livros. O estúdio de trabalho têm características quinhentistas. À direita, o leito com dossel; na parede de fundo, por cima de um escano, forrado o assento com um pano verde, está pendurado um quadro representando Cristo, iluminado por uma vela. Num nicho da parede é guardada uma vela apagada. Uma porta, aberta ao fundo, deixa ver um segundo compartimento, onde um homem ateia uma lareira. No primeiro plano, o leão simbólico e mais atrás um gato.
Incorporação:
Transferência - Palácio das Necessidades
Origem / Historial:
Este Livro de Horas é tradicionalmente atribuído à Oficina de Simão de Bening. Esta atribuição resulta dos estudos comparativos com outras obras realizadas por este iluminador, como o Breviário de Grimani (Biblioteca Marciana, Veneza). Quanto ao destinatário, alguns estudiosos relacionam este códice como uma oferta de Damião de Góis a D. Catarina, e outros como pertencente ao infante D. Fernando. Ambas as posições podem ser contestadas pela representação das Armas Reais Portuguesas no fólio 1v. Dagoberto Markl avança com a hipótese de se tratar de uma encomenda do próprio rei, D. João III. Segundo a inscrição no fólio 1v., a actual encadernação foi feita em Paris, em 1755. Este Livro de Horas, pertencente às Colecções Reais, foi transferido para o Museu Nacional de Arte Antiga, proveniente do Palácio das Necessidades, no arrolamento dos bens reais.
 
     
     
   
     
     
     
 
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