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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
14/16 Ilum
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Livro de Horas
Título:
Calendário (mês de Agosto)
Autor:
António de Holanda, atribuído a
Datação:
1517 d.C. - 1551 d.C.
Suporte:
Pergaminho
Técnica:
Pintura a têmpera e ouro
Dimensões (cm):
altura: 14, 2; largura: 10, 8;
Descrição:
Fólio 16. Iluminura dedicada ao mês de Agosto. Neste fólio a iluminura de forma rectangular ocupa praticamente toda a folha do livro. Esta tem um enquadramento à maneira de moldura em tons de castanho e dourado com um envolvimento arquitectónico gótico no topo. Este enquadramento forma um segundo quadro dividido em três campos. No primeiro, e no mais estreito, termina o calendário do mês de Julho. O espaço é definido por linhas a sanguínea de modo a formar uma tabela com três colunas. Estas são preenchidas pelo: número áureo, letra dominical e pelos dias dos santos e das festividades litúrgicas. O texto é escrito em latim, com caracteres góticos e com uma letra regular a preto e vermelho. No quadro principal, três homens empilham os cereais com a ajuda de forquilhas, enquanto um outro os joeira. Do lado esquerdo, no chão, podemos ver uma cabaça, enquanto que no lado direito e pendurado numa árvore está um cantil. Um pouco mais atrás, observam-se dois carros de bois, alguns edifícios que poderiam servir para guardar o cereal e mais duas medas de trigo. No campo seguinte, inicia-se a representação do calendário do mês de Agosto. Este espaço é definido por linhas a sanguínea de modo a formar uma tabela com três colunas. Estas são preenchidas pelo: número áureo, letra dominical e pelos dias dos santos ou das festividades litúrgicas. O texto, com letra regular, é escrito em latim, com caracteres góticos a vermelho e preto. A inicial fitomórfica é pintada a rosa e cinzento, sobre um fundo quadrangular amarelo e ponteado a castanho. Nas tarjas, direita e esquerda, desenrola-se o transporte dos cereais em carros, tanto puxados por bois como por mulas. Na tarja da direita, vários patos debicam no chão e um porco preto parece também se alimenta, junto a casas cobertas de colmo. Na tarja de baixo, à direita, um carro de mulas está carregado de cereais. À esquerda, dois corvos poisam sobre duas rochas, enquanto que ao centro, um lagarto permanece impávido ao sol. Na tarja da esquerda, um homem amanha as terras e um outro circula montado num burro. Ao fundo vêm-se mais carros que transportam cereais.
Incorporação:
Transferência - Proveniente do Palácio das Necessidades
Origem / Historial:
A execução do Livro de Horas dito de D. Manuel prolongou-se por vários anos. Segundo o texto do fólio 1, ter-se-á iniciado em 1517, mas provavelmente só terá sido concluído após 1551, ano em que se procedeu à trasladação dos restos mortais do rei D. Manuel I, para o Mosteiro dos Jerónimos, durante o reinado de D. João III (Moura, 1999). Estudos mais recentes revelam a hipótese deste livro ter sido encomendado por Damião de Góis ao iluminador António de Holanda, residente, na época, em Portugal (Moura, 1999). Apesar da influência Ganto-Brugense, o Livro de Horas dito de D. Manuel caracteriza-se por uma iconografia com elementos portugueses que lhe confere originalidade relativamente a outros códices da mesma escola (Markl, 1983). Este Livro de Horas pertenceu às Colecções Reais, sabendo-se que esteve na posse de D. Fernando Saxe-Coburgo. Foi transferido do Palácio das Necessidades para o Museu Nacional de Arte Antiga, em 1915, no arrolamento dos bens reais.
 
     
     
   
     
     
     
 
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