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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
1057 Mov
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Mobiliário
Denominação:
Cómoda
Autor:
C. C. Saunier
Local de Execução:
França, Paris
Centro de Fabrico:
França, Paris
Oficina / Fabricante:
C. C. Saunier
Datação:
1770 d.C. - 1775 d.C.
Matéria:
Madeiras de: carvalho (estrutura, topo e gaveta superior), casquinha (fundo, ilhargas e entrepanos), choupo (molduras das ilhargas), criptoméria japónica (gavetas), pau-rosa, sicupira ?, buxo ? (filetes); mármore branco de Carrara; bronze e latão (entradas de fechadura - modernas)
Técnica:
Estrutura em madeira de carvalho folheada a pau-rosa e sicupira, com aplicação de painéis de laca laca japonesa a negro e ouro - frente das gavetas em"taka-maki-é" ; painéis de laca europeia - (ilhargas); bronze dourado. O interior das gavetas é igualmente lacado a negro com polvilho de prata ("maki-é").
Dimensões (cm):
altura: 93; largura: 104,5; profundidade: 52,5;
Descrição:
Cómoda com tampo de mármore, caixa de forma paralelepipédica com frente e ilhargas planas, assentando em quatro pernas de forma troncopiramidal. Na frente, dispõem-se quatro ordens de gavetas: a primeira ordem formada por uma gaveta estreita colocada a toda a largura sob o tampo, a segunda por duas gavetas, a terceira por três e a última por um gavetão a toda a largura; os cantos dianteiros são cortados (chanfrados) e planos. Possui um pequeno avental lobulado ao centro. As frentes das gavetas e do gavetão (2ª, 3ª e 4ª ordem) são revestidas por painéis de laca japonesa e as ilhargas por painéis de laca europeia. A decoração a ouro sobre fundo negro -"taka-maquié"- dos painéis lacados das frentes das gavetas representa paisagens naturalistas com ilhas, construções orientais, aves, árvores e plantas aquáticas. Nos painéis laterais, sobrepõem-se três rectângulos, sendo o superior, o único completamente visível, decorado no canto inferior direito com plantas e pequenos animais em relevo, sobre fundo alaranjado e polvilhado. A decoração de bronzes dourados é constituída por frisos em meia cana, moldurados, aplicados no rebordo do tampo de mármore, sob a primeira ordem de gavetas, no enquadramento dos painéis de laca das ilhargas e no remate superior das pernas; frisos de folhas de água no enquadramento dos painéis de laca das frentes das gavetas e nas ilhargas; friso de enrolamentos de folhagem "(rinceaux") ocupando toda a frente da gaveta superior e os correspondentes painéis das ilhargas; nos cantos, florões de folhas de acanto e folhas de acanto; no avental, um medalhão oval, perlado, ladeado por volutas e folhas de acanto.
Incorporação:
Transferência - Lisboa, Palácio das Necessidades
Origem / Historial:
"A cómoda provém das colecções da Casa Real Portuguesa, sabendo-se que fizera parte do mobiliário da Sala Verde do Palácio das Necessidades, onde se encontrava no ano de 1877, quando o rei consorte, D. Fernando de Saxe-Coburgo, o habitava. Entrou para o Museu em 1915". (Pinto, 1977). Esta informação consta de uma inscrição no reverso do tampo de mármore (ver inscrições). Em 1905, a cómoda encontrava-se no Palácio de Queluz, no aposento designado "quarto de vestir de Carlota Joaquina, conforme fotografia publicada na Illustação Portugueza (II Ano, 13 de Novembro de 1905, nº 106). "Saunier. Dinastia de ebanistas, o mais importante dos quais é Claude-Charles Saunier (1735-1807), que, depois de ter trabalhado por um breve período em estilo Luís XV, se adapta completamente aos cânones do Luís XVI. Realiza cómodas, mesas e bureaux, mas as suas especialidades parecem ser as consolas e as sécretaires à cylindre. Junta com elegância bois de rose e ébano, citronnier e amaranto, madeiras claras e madeiras escuras. Os motivos decorativos dos seus bronzes reproduzem caracóis, gavinhas, rosáceas e entrelaçados. Emprega também a laca e os vernizes que a imitam." (Ponte, 1990, p. 70). Recebendo o grau de mestre em 1752, continua a trabalhar com o pai, no atelier do Faubourg Saint-Antoine, até à morte daquele treze anos depois. Regista então a sua "carta de mestre", que o autorizava a usar a sua própria estampilha. Em 1993, procedeu-se no Instituto José de Figueiredo à análise da madeira das gavetas lacadas, a qual foi identificada como sendo criptoméria japónica. Segundo Maria Helena Mendes Pinto, estes painéis de laca foram retirados de um cofre, o que determinou o feitio das gavetas. Em 1991, detectou-se na face externa da união dos lenços com a traseira da gaveta a fixação feita com papel escrito com caracteres Kangi. O mármore de Carrara foi identificado pelo Eng. Luís de Albuquerque e Castro (Fomento Mineiro do Porto). Em Agosto de 1972, o conservador-chefe do departamento das lacas do Museu Nacional de Tóquio identificou a técnica usada no interior das gavetas: maquié com prata. Figurou na exposição sobre os trabalhos realizados no âmbito do estágio 1992/93 do Curso Superior de Conservação e Restauro, patente de 13 de Dezembro a 19 Dezembro de 1993 no Palacete Pombal em Lisboa.
 
     
     
   
     
     
     
 
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