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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
1877 Pint
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Título:
Tríptico do Infante D. Fernando
Autor:
Desconhecido
Datação:
1450 d.C. - 1460 d.C.
Matéria:
Têmpera e Óleo (?)
Suporte:
Madeira de carvalho
Técnica:
Pintura a têmpera e óleo (?) sobre madeira
Dimensões (cm):
altura: 110,5 (esquerdo); 109 (central); 109 (direito); largura: 33 (esquerdo); 75,5 (central); 32 (direito);
Descrição:
No painel central, sobre um fundo adamascado a vermelho e a ouro, surge representada uma figura masculina que tem sido até ao momento identificada com o Infante D. Fernando, filho de D. João I, que morreu prisioneiro em Fez. O Infante, de pé, veste trajes pretos, apresenta a cabeça coberta por um gorro e as mãos descaídas sobre a corrente que pende ao longo do corpo. Nos painéis laterais, e apesar de a pintura ter desaparecido na sua grande maioria, é possível ainda observar pormenores relativos, ao que tudo indica, a passos do cativeiro de D. Fernando. Na metade superior do painel esquerdo trata-se da visão mariana que o Infante mereceu na masmorra em que o encerraram, aí se divisando a Virgem com o Menino, em auréola radiante, pairando sobre o corpo já agonizante de D. Fernando.
Incorporação:
Outro - Transferência: Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha).
Origem / Historial:
O Tríptico pertenceu à Capela do Fundador do Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha). Segundo o cronista da ordem dominicana Frei Luís de Sousa, o Infante D. Henrique mandou executar, para um dos altares dessa capela, uma pintura alusiva aos martírios de seu irmão, D. Fernando, em Fez. As primeiras relíquias corporais do Infante Santo foram solenemente trasladadas para o mosteiro da Batalha em 1451. Supõe-se que a pintura ordenada por D. Henrique terá sido realizada por esta ocasião e que poderá corresponder ao presente tríptico. Como prováveis autores da obra foram já apontados por Vergílio Correia os nomes de Mestre Pedro (pintor do Infante D. Henrique em 1440), João Afonso e João Álvares (ambos trabalharam no Mosteiro da Batalha), e Francisco Anes (que pintou para o Convento da Carnota). Saul Gomes e J. A. Seabra Carvalho propõem como mais provável autor mestre João Afonso de Leiria, que começa a trabalhar na Batalha em 1449.
 
     
     
   
     
     
     
 
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