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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
1549 Pint
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Título:
São Vicente atado à coluna
Autor:
Nuno Gonçalves
Oficina / Fabricante:
Oficina lisboeta de Nuno Gonçalves
Datação:
1450 d.C. - 1490 d.C.
Matéria:
Têmpera
Suporte:
Madeira de carvalho
Técnica:
Pintura a têmpera
Dimensões (cm):
altura: 211; largura: 91; espessura: 2,2;
Descrição:
Num interior com fundo de cantaria e chão de ladrilho, São Vicente, de cabeça nimbada, é representado de pé, ligeiramente voltado para a esquerda do observador, atado a uma coluna. A cobrir-lhe os rins tem um pano branco. A pose do santo conduziu a uma inicial classificação da peça como "S. Sebastião".
Incorporação:
Compra - Adquirido a Guilhermina Bandeira. (Verba do Legado Valmor).
Origem / Historial:
"São Vicente atado à coluna" e "São Vicente" (fragmento), pertenceram, de acordo com o historiador Adriano de Gusmão, a um conjunto de 13 tábuas do retábulo do altar de São Vicente na capela-mor da Sé de Lisboa, obra realizada por Nuno Gonçalves no decénio de 1470-1480 e desmontada em 1690. Segundo consta no relatório do restauro efectuado por Luciano Freire entre Outubro de 1916 e Agosto de 1917, este quadro «(...) Tinha sido repintado como os famosos painéis, repintados mas de maneira menos barbara, isto é por artista mais perito, embora num pessimo proposito, e aí pelo seculo XVII. O relevo do nimbo é que denunciou a época do quadro deixando antever as afinidades do quadro com outros nossos conhecidos. Feita a operação de levantamento do repintado, reconheceu-se o valor da aquisição que se fizera (...) As avarias de maior importancia encontradas eram na testa e em parte de um olho, numa das faces e nos cabelos, circunstancia esta que talvez nos privasse de um pormenor elucidativo, para a identidade do santo representado. Se justamente nesse lugar tivesse tido pintura simulando um prego espetado no craneo, desapareceriam todas as dúvidas acerca de ser S. Manoel o santo que o quadro representa. Reconheceu-se, porém, que se tratava de S. Sebastião. Essa figura estava cingida com uma toalha atada em laço, pintura que encobria uma especie de cuecas, com alçapão atado na frente com fitas, pormenor arqueologico não destituido de interesse. Outra particularidade que merece reparo é a semelhança do rosto do santo com os de S. Vicente, representado nas famosas tábuas de Nuno Gonçalves.» * Forma de Protecção: classificação; Nível de classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006; 18/07/2006 *
 
     
     
   
     
     
     
 
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