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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
432 Pint
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
O Inferno
Título:
O Inferno
Autor:
Desconhecido
Datação:
1505 d.C. - 1530 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Madeira de carvalho
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 119; largura: 217,5;
Descrição:
O "Inferno" ocupa um lugar à parte no conjunto da pintura portuguesa do século XVI pela iconografia nele contida. De facto, não se conhece nenhum outro quadro que represente de uma forma autónoma o tema do Inferno. Num espaço subterrâneo com uma abertura circular no canto superior direito de onde caem as almas, os condenados sofrem as penas correspondentes a cada um dos sete pecados mortais. Sentado num trono, o rei dos demónios preside a esta cena terrífica munido de uma enorme trompa e vestido como um índio brasileiro. Ao centro, dentro de um caldeirão com água a ferver, sofrem os invejosos, destacando-se um personagem - um frade franciscano -, por ser a única figura vestida e sem sinais de sofrimento. Em torno do caldeirão agrupam-se os outros pecados: o Orgulho (as três mulheres atadas pelos pés sobre um fogareiro de barro de onde saem chamas que lhes consomem o cabelo), a Avareza (no homem que é obrigado a engolir moedas), a Gula (no pecador a quem um demónio obriga a beber vinho contido num odre em forma de porco), a Ira (o homem de cabeça rapada que está a ser pingado), a Luxúria (no grupo onde, lado a lado, se representa o adultério e a homossexualidade, esta última visualmente traduzida pelo frade e o jovem acorrentados).
Incorporação:
Transferência - Conventos Extintos
Origem / Historial:
Esta pintura, cuja afinidade com a obra de Gil Vicente tem sido assinalada por vários historiadores, foi já atribuída a Jorge Afonso e/ou ao Mestre da Lourinhã. Se há estudiosos que apontam o início do século como a data mais provável para a sua realização (cf. Dagoberto Markl in catálogo da exposição Grão Vasco e a Pintura do Renascimeno), outros defendem os anos trinta de Quinhentos. * Forma de Protecção: classificação; Nível de classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006; 18/07/2006 *
 
     
     
   
     
     
     
 
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