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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
1 Our
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Ourivesaria
Denominação:
Custódia
Autor:
Ludovice, João-Frederico (atrib.)
Local de Execução:
Lisboa
Centro de Fabrico:
Portugal
Datação:
1775 d.C. - 1780 d.C.
Matéria:
Prata dourada, brilhantes, jacintos, esmeraldas, rubis, ametistas e topázios
Técnica:
Prata fundida, cinzelada, repuxada, incisa e parcialmente dourada; gemas lapidadas e polidas em cabochão
Dimensões (cm):
altura: 97 cm; largura: 33 cm;
Descrição:
Esta peça é constituida por três secções distintas: A base de secção triangular, assente sobre três volutas com decoração vegetalista, apresentando emcada face um medalhão oval cinzelado e inciso, cada um com a representação de um tema relacionado com o Mistério da Eucaristia: a Última Ceia, o Transporte do Maná e Cristo no horto. Os ângulos são marcados por cabeças de querubins e três figuras em vulto pleno representando a Fé, a Esperança e a Caridade. A encimar esta base, observa-se um friso contracurvado encimado por querubins que transportam nas suas mãos motivos Eucarísticos. A união da base com a haste completa-se atravéz do nó composto por três grandes volutas com cabeças de querubins nos ângulos, sendo o interior das faces preenchido por elementos vegetalistas enriquecidos por gemas preciosas cujo colorido cria um extraordinário efeito cromático. A haste apresenta nos seus ângulos pequenas volutas e tem as faces preenchidas por elementos vegetalistas também ornamentados por gemas lapidadas. A união da haste com o hostensório é feita por três pequenas cabeças de serafins. O hostensório de formato circular, é circundado por nuvens repuxadas e relevadas, dos quais surgem raios setiformes e irregulares. A circundar o viril, observa-se uma moldura de diamantes de grande dimensão pontuados por pequenos laço de rubis que marcam os eixos. No interior da moldura observa-se uma lúnula em ouro também coberta por diamantes.
Incorporação:
Transferência - Capela do Paço da Bemposta, Lisboa
Origem / Historial:
Esta custódia parece ser a referida no Tetamento de D. Pedro III, datado de Maio de 1786. É, então, doada a D. João VI, e por vontade deste monarca a peça permaneçeu na Casa do Infantado. Em 1832 é transferida para o Palácio de Queluz, bem como todas as obras preciosas da Capela da Bemposta, tendo, após a extinção da casa do Infantado, ingressado na Academia Nacinal de Belas Artes, após uma atribulada passagem pela Casa da Moeda de Lisboa e pelos cofres da Caixa Geral de Depósitos. Foi conservada desde 1847 pela Infanta D, Isabel Maria, no seu Palácio em Benfica. * Forma de Protecção: classificação; Nível de classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006; 18/07/2006 *
 
     
     
   
     
     
     
 
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