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sábado, 15 de dezembro de 2018    APRESENTAÇÃO    PESQUISA ORIENTADA    PESQUISA AVANÇADA    EXPOSIÇÕES ONLINE    NORMAS DE INVENTÁRIO 

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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
1462 Pint
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Retábulo de Santa Auta
Título:
Martírio das onze mil Virgens
Autor:
Mestre do Retábulo de Santa Auta
Datação:
1520 d.C. - 1525 d.C.
Suporte:
Madeira de carvalho
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 93 (painel central); 67 (esq.); 69 (dir.); largura: 192,5 (painel central); 72 (esq.); 74,5 (dir.);
Descrição:
Descrição do Retábulo de Santa Auta seguindo uma lógica narrativa: Painel lateral esquerdo (reverso) - "Encontro de Santa Úrsula e do Princípe Conan": O fundo deste quadro é composto por um amplo brocado de trama de ouro relevado de ramagens castanhas e verde escuro. No canto superior esquerdo figura um anjo com ampla túnica branca e asas verdes orladas de branco. À direita, numa tribuna forrada do mesmo brocado com um colunelo vermelho e capitel e base de bronze, encontra-se um grupo de seis músicos negros que envergam gibão cor-de-rosa com mangas verdes e chapéus largos de aba revirada e golpeada em tons verdes e amarelos. Tocam instrumentos de sopro, mais concretamente três charamelas, uma bombarda e uma saca-buxa. Atrás, de gorro de veludo preto e sobre-vestido amarelo, aparece uma personagem que já foi apontado como sendo o chefe dos músicos. Na parte esquerda da composição, em primeiro plano entre o Princípe Conan e Santa Úrsula, situa-se um bispo (Tiago de Antioquia) com mitra bi-partida de trama de ouro cravejada de jóias de ouro com pérolas e cabochões, apresentando à frente, em relevo, três nichos com a figura de Cristo no centro. A mitra assenta sobre um barrete vermelho escuro, pendendo do lado esquerdo uma fita escura que é rematada por quatro pingentes dourados e esféricos. A cobrir os ombros tem um pluvial e sebastos de tecido de ouro com arabescos de ouro cravejados de cabochões e fios de pérolas. As mãos, calçadas por luvas vermelhas, abençoam o encontro do Princípe e da Santa, os quais são secundados por uma série de personagens, estando os homens atrás de Conan e as mulheres a rodear Santa Úrsula,(nomeadamente Santa Auta representada de perfil). Painel lateral direito (reverso) - "O Papa Ciríaco abençoa Santa Úrsula e as suas companheiras": A enquadrar as personagens encontra-se uma paisagem rochosa pontuada por árvores e arquitecturas acasteladas. O Papa, à direita da composição, enverga barrete verde na cabeça no qual assenta uma tiara dourada. Veste alva de gola e de mangas largas e, sobre ela, uma casula de brocado de ouro. Nos ombros tem um pluvial de tecido verde bordado a ouro e sebastos tecidos a fio de ouro com cabochões e pérolas incrustados. O firmal ostenta ao centro um peitoral com um rubi inserido num quadrifólio de pérolas e cercaduras de pérolas na medalha. Calça luvas vermelhas, fazendo o gesto da benção com a mão direita e segurando a vara de uma cruz processional na mão esquerda. Atrás de si destacam-se outras figuras, mais exactamente três cardeais: o da direita tem um capuz preto, capelo vermelho e hábito vermelho com cabeção de arminho; o do centro apresenta capelo vermelho escuro com gola de arminho e o último usa chapéu vermelho de aba redonda. Em frente do Papa representam-se quatro figuras ajoelhadas recebendo a benção. São elas Santa Auta, Santa Úrsula, o Princípe Conan e uma jovem. Por detrás surge uma multidão de personagens liderada por sete das mil virgens. Painel central - ''Martírio de Santa Úrsula e das Onze Mil Virgens'': A cena fundeira da composição é formada por um amplo estuário onde sete galeões e duas caravelas se encontram fundeados. A par das bandeiras portuguesas da época de D. João II hasteadas nalgumas das embarcações, também se podem observar flâmulas e bandeiras com a esfera armilar, símbolo do Rei D. Manuel. Este cenário é o elemento unificador de uma pintura que, em termos narrativos, pode ser dividida em duas parte distintas: do lado esquerdo, temos o embarque das Virgens na cidade de Basileia e, do lado direito, o martírio aquando da chegada a Colónia. No cais (parte esquerda da composição) encontram-se alinhadas diversas personagens, destacando-se em primeiro plano um bispo - Tiago de Antioquia - com mitra dourada, alva amarela, casula e pluvial de brocado de ouro, sebastos com cercadura de pérolas e firmal de brocado dourado tendo como peitoral uma jóia de ouro cercada de diamantes e com um rubim incrustado no centro. As mãos do Bispo apoiam-se numa muleta castanha cujo báculo é ferrado de bronze, ostentando a personagem um anel de ouro e uma jóia colocada no dorso da mão esquerda. A figura que se recorta por trás, de que apenas se vislumbram parte da túnica vermelha e os sapatos, indiciam que a tábua foi cortada, não correspondendo, pois, as actuais dimensões do quadro às medidas (e ao formato) originais. À esquerda de Tiago de Antioquia surge representado um Pápa (o Pápa Ciríaco) com a respectiva teara de ouro, alva anilada, pluvial de brocado com peitoral de ouro e pedraria e luvas vermelhas. Na mão esquerda segura a haste de cristal, enquanto que a direita, fazendo o sinal de benção, apresenta um anel de ouro. Ao seu lado e em posição de diálogo figura uma dama com trajes religiosos: escapular branco cingido na cabeça por um diadema dourado com hastes flordelizadas, hábito castanho com um filete de ouro debruando o canhão e manto igualmente com cercadura dourada. Uma rapariga de cabelos loiros e gorra vermelha, assim como uma outra sem qualquer espécie de toucado ou ornamento na cabeça, são as últimas personagens que se individualizam da multidão que se encontra no cais. Em primeiro plano observa-se um batel conduzido por um barqueiro de chapéu vermelho, gibão amarelo e calções encarnados que, na proa do barco, afasta a embarcação do cais com a ajuda de um remo. Dentro encontram-se ainda mais três personagens que se podem identificar com o princípe Conan, Santa Úrsula e Santa Auta. Na parte direita do quadro, obedecendo a uma lógica narrativa, a figuração centra-se na chegada do cortejo a Colónia (surgindo de novo o Princípe Conan, Santa Úrsula, Santa Auta, o Pápa Ciríaco, Tiago de Antioquia e, provavelmente, um cardeal), e o consequente martírio das onze mil virgens perpetrado pelos Hunos sob incitamento dos Romanos. Painel lateral esquerdo (verso)- ''Partida das relíquias de Santa Auta de Colónia'': No lado esquerdo da composição ergue-se uma cidade (Colónia) com as suas muralhas, bastiões e torres. Da porta sai um cortejo que caminha em direcção ao cais, no qual está ancorado um galeão de que apenas se pode observar a proa. Pormenor curioso é o de, numa flâmula branca colocada no cesto da gávea, se inscrever o camaroeiro, símbolo da Rainha D. Leonor. Também no mastro (em baixo, à proa, e no topo), estão hasteadas duas bandeiras portuguesas de escudo esquartelado que têm por pala uma tira vermelha com dois castelos no meio, sendo a bordadura do escudo formada por quatro tiras vermelhas com doze castelos. A faixa do escudo é formada por uma outra tira encarnada com três escudetes azuis (o Escudo nacional do Rei D. João II). Em primeiro plano destaca-se a figura de Santa Auta com um livro de letras góticas aberto nas mãos. A santa veste um rico corpete de brocado de fio de ouro ornado de ramagens e folhas. A gola é de fio de ouro em relevo, sendo as mangas de brocado idêntico ao do corpete, golpeadas e enfeitadas de tufos de tecido branco presos por laços azuis escuros, voltadas no punho e decoradas por filetes de ouro, fio de pérolas e arabescos dourados. A capa, também ela de brocado e cercadura de filete de ouro, pérolas e arabescos, apresenta um forro vermelho carmesim, imprimindo assim à figura uma nota de cor. Com a cabeça aureolada por um duplo nimbo, tem os cabelos cobertos por um gorro de veludo vermelho escuro circundado por um diadema de ouro com hastes encimadas alternadamente por três ou por uma pérola. Do lado direito pende uma jóia de ouro circular com pedraria e pérolas a toda a volta. No colo, suspensa de um fio de veludo preto, sobressai outra jóia semelhante à primeira e, por baixo desta, uma terceira de lavores recortados, pérolas e pedras com um cabochão vermelho no centro terminando na parte inferior por três pingentes com pérolas. A seta cravada no peito testemunha a forma como a santa foi martirizada. Em segundo plano, saindo da porta da cidade, um numeroso cortejo conduz em procissão o caixão com as relíquias de Santa Auta que serão embarcadas no galeão português que as trará até Lisboa. Liderando o cortejo, estão representados quatro frades que conduzem aos ombros o caixão coberto por um brocado de ouro. Seguem-se outros frades com hábitos de cores e tons variados, sendo dado algum relevo a um sacerdote de hábito cinzento-esverdeado de cabeção e mangas brancas, o qual transporta uma cruz processional gótica de prata dourada e vara vermelha. Atrás pode-se identificar um cardeal de manto e chapéu de abas largas vermelhos, túnica branca, luvas vermelhas e mangas azuladas. À sua esquerda um personagem vestido de preto e com longos cabelos e barba castanhos é a última figura a ser retratada com alguma individualidade no conjunto da procissão. Painel lateral direito (verso) - “Chegada das relíquias de Santa Auta à Igreja da Madre de Deus”: Destaca-se neste painel a fachada manuelina da Madre de Deus com a cimalha de ameias chanfradas alternando com escudos de três palas, gárgulas góticas e friso da cimalha com pequenas esferas em relevo. O portal tem arco trilobado, sendo o tímpano lavrado e encimado por molduras em voluta, rematando dos lados em bolotas. Completa o conjunto o escudo português de D. João II (ao centro), ladeado pelo escudo com a divisa de D. João II (o pelicano) e o escudo com o símbolo da rainha D. Leonor (o camaroeiro). Os dois botaréus torsos que se dispõem lateralmente ao portal são encimados ao nível dos escudos por coroas reais de onde partem corohéos piramidais igualmente torsos. Dois panos de brocado de ouro com ramagens grená cobrem os botaréus e os lados do portal até ao nível do arco. Na fachada, por baixo de uma pequena janela rectangular, colocado sobre uma mísula, assenta um medalhão della Robbia com cercadura de festões de folhagem castanha com frutos amarelos e centro com fundo de esmalte esverdeado e a escultura da Virgem com o Menino. À direita dois vãos são rasgados, respectivamente, por duas janelas. O primeiro vão, com uma gârgula no ângulo, cimalha com friso igual ao do corpo principal da igreja e uma torre de dimensões reduzidas que termina com um batoréu torso rematado por corochéu cónico, apresenta uma abertura com arco de ogiva gótica e fundo verde nas vidraças, estando do lado direito novamente representado o camaroeiro. O segundo vão, mais recuado e mais baixo, tem um telhado de telhas mouriscas colocadas em três fiadas cor-de-rosa separadas por faixas amarelas. A janela é, à semelhança da anterior, gótica, embora surja com arco trilobado. De fronte ao portal está disposto um altar com um crucifixo e dois castiçais de prata dourada e, à esquerda, um púlpito armado forrado de brocado. No canto esquerdo do quadro, no prolongamento da fachada, pode-se distinguir um vão com quatro janelas de grades e em cuja parede se encosta uma tribuna coberta com um pano e forrada com um brocado de fio de ouro. Nela estão três personagens femininas, tendo a primeira sido já apontada como sendo a própria rainha D. Leonor. Santa Auta, de pé em primeiro plano, enverga panejamentos ricos compostos por uma gorra vermelha com um diadema de ouro, pedras e pérolas e hastes encimadas por trifólios de pérolas, pendendo-lhe sobre os cabelos uma jóias com cabochão vermleho no centro e pérolas na cercadura. O vestido é de damasco com fio de ouro e ramagens, com decote quadrado com um bico aberto no meio do peito, oraldo de verde e descobrindo parcialmente a camisa branca. O cinto que lhe cinge a cintura é largo e com fechos de ouro presos no centro por uma argola de ouro de onde pende uma corrente de elos dourados. O manto é de cetim vermelho com arabescos dourados e cercadura de pérolas, mangas largas e golpeadas reviradas nos punhos com canhões bordados a ouro e pérolas. Na mão esquerda a Santa segura um livro aberto encadernado a couro castanho e na mão direita revela uma seta e a palma do martírio. Entre a figura de Santa Auta e o plano fundeiro desenrola-se a procissão que transporta a arca funerária do galeão até ao Mosteiro.
Incorporação:
Outro - Transferência: Palácio das Necessidades (Lisboa)
Origem / Historial:
O designado retábulo de Santa Auta procedente do Mosteiro da Madre de Deus em Xabregas estava originalmente colocado na capela onde se guardaram as relíquias de Santa Auta enviadas pelo imperador Maximiliano a D. Leonor, irmã do Rei D. Manuel. Sobre a fundação do Mosteiro da Madre de Deus e da chegada das relíquias de Santa Auta a Lisboa, escreve Damião de Góis no capítulo XXVI da Crónica de D. Manuel: «Fundou esta Senhora [a Rainha D. Leonor] também de novo o mosteiro da invocação da Madre de Deus, no vale de Enxobregas, junto de Lisboa, e povoou de novo de freiras de santa Clara da Ordem de são Francisco da Observância, que por seus intuitos comem sempre peixe, onde ela jaz sepultada, na crasta, junto da porta do refeitório em sepultura simples, rasa igual com o chão. E porque era muito devota da bemaventurada santa Úrsula, guia e capitoa das virtuosas mártires onze mil virgens, pediu por suas cartas ao Imperador Maximiliano, seu primo com-irmão, que quisesse mandar algumas relíquias destas santas virgens, o que lhe concedeu facilmente; e dentre todas mandou tirar do mosteiro de santa Úrsula da cidade de Colónia Agripina, onde estão todas estas sepultadas, as da bemaventurada santa Auta, e as mandou a entregar a boa guarda a Francisco Pessoa, que então era feitor del Rei em Flandres, residente na vila de Anvers, para as mandar à Rainha, como o fez em uma nau holandesa, que chegou ao porto de Lisboa aos dois dias de Setembro deste ano de mil e quinhentos e dezassete; e aos doze do mesmo mês mandou el Rei dom Emanuel que então estava em Lisboa, que levassem estas relíquias ao mosteiro da Madre de Deus na mesma nau em que vieram, o que se fez com muita festa, e companhia de navios, e batéis embadeirados, posto que todo o reino então estivesse de dó pela Rainha dona Maria. Como a nau ancorou defronte do mosteiro da Madre de Deus, foram alguns cónegos da Sé tirar as relíquias, e as trouxeram a terra, onde a Rainha dona Leonor, e o Princípe dom João seu sobrinho as estavam esperando. Da praia foi a arca, em que vinham, levada com solene procissão ao mosteiro, e postas por dom Martinho da Costa, Arcebispo de Lisboa, em um altar que na igreja para isso a Rainha dona Leonor mandou fazer.» Num artigo publicado no Diário de Lisboa de 24 de Dezembro de 1950 e assinado por Alberto A. da Silveira Costa Santos, Juíz-Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, transcreve-se o relatório datado de 2 de Junho de 1913 sobre os quadros que, provenientes da Madre de Deus, estavam indevidamente na posse da família real, incluindo-se neste conjunto o retábulo de Santa Auta. De acordo com este texto, «O quadro pedido sob o Nº 50, um quadro semi-circular, pintura sobre madeira, século XVI, representando "O martírio de Santa Úrsula e suas companheiras" pertence ao Estado porque foi indevidamente retirado por D. Fernando do convento da Madre de Deus, a que pertencia. Interroguei sobre este e outros quadros o distinto crítico de arte Sr. Joaquim de Vasconcelos, o qual declarou que, tendo sido consultado várias vezes (sendo a última em 1879) por D. Fernando sobre as obras de arte, quadros e objectos de arte com carácter nacional português, tinha por isso conhecimento de alguns objectos cuja propriedade era reclamada pela extinta família real. E, pelo que toca aos quadros da Madre de Deus, muito podia falar a seu respeito, porque, de 1867 a 1869, por ocasião das obras de restauração da Madre de Deus, examinou minuciosamente os quadros ali existentes, que foram apeados e estendidos no chão da igreja. Os assuntos desses quadros estavam ligados e por isso fácil é reconhecer os que de lá tivessem sido tirados. Além da sua inspecção directa, foi-lhe afiançado pelo arquitecto da Casa Real, Joaquim Possidónio Narciso da Silva, que foi dedicadíssimo a D. Fernando e cujo filho, Ernesto da Silva, foi criado particular do Rei e depois mordomo particular da Rainha D. Amélia, que o dito D. Fernando não só tirara da igreja e convento da Madre de Deus os modelos Luca della Robbia a que adiante me referirei, mas outros objectos, especialmente pinturas em tábua do século XVI. Que Possidónio conhecia as peças da colecção de D. Fernando a uma e uma como as suas mãos. Que o quadro atrás referido pintado sobre madeira em forma de segmento de círculo alusivo à lenda de Santa Auta (onze mil virgens) estava como luneta de uma das capelas da nave central da Madre de Deus.» Também Ramalho Ortigão refere-se ao Retábulo de Santa Auta no "Catálogo da Sala de Sua Magestade El-Rei na Exposição de Arte Sacra Ornamental" de 1895 nos seguintes termos: «Quadro a óleo de forma semi-circular, ou em arco de volta cheia, cujo assunto parece ser o martírio de Santa Úrsula e o das Virgens suas companheiras. Pertenceu evidentemente à colecção da Madre de Deus e fazia parte da série em que entram os dois quadros presentemente emoldurados nas portas do armário sobre o arcaz da sacristia naquela igreja. O pincel é indubitavelmente o mesmo e são os mesmos os personagens principais deste quadro e do quadro do casamento e da benção nupcial da Madre de Deus (...)» Relativamente à autoria desta obra, foram já apontados os nomes dos pintores Vasco Fernandes (por Cyrillo Volkmar Machado), Cristóvão de Figueiredo (por José de Figueiredo e Reinaldo dos Santos), Gregório Lopes (por José de Figueiredo) e Garcia Fernandes (por Luís Reis Santos). Esta pintura na Exposição Retrospectiva de Arte Ornamental Portugueza e Hespanhola figurou como sendo da propriedade da Condessa de Edla. * Forma de Protecção: classificação; Nível de classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006; 18/07/2006 *
 
     
     
   
     
     
     
 
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