MatrizNet

 
Logo MatrizNet Contactos  separador  Ajuda  separador  Links  separador  Mapa do Site
 
quarta-feira, 26 de junho de 2019    APRESENTAÇÃO    PESQUISA ORIENTADA    PESQUISA AVANÇADA    EXPOSIÇÕES ONLINE    NORMAS DE INVENTÁRIO 

Animação Imagens

Get Adobe Flash player

 


 
     
     
 
FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
31 Pint
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Tríptico dos Infantes
Título:
O Príncipe D. Luís (?) e um santo Dominicano
Autor:
Desconhecido
Datação:
1515 d.C. - 1518 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Madeira de carvalho
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 157; largura: 67,5;
Descrição:
O Infante , que veste opa, gibão e um colar de ouro, tem por detrás de si um dominicano, seu presumível patrono. Este ostenta na mão esquerda um crucifixo de madeira e enverga o hábito da Ordem Dominicana, constituído por escapulário e vestido brancos e manto preto. As figuras inserem-se num interior cuja parede fundeira abre através de um arco para um fundo de paisagem verdejante.
Incorporação:
Transferência - Mosteiro Real de Nossa Senhora da Serra (Almeirim)
Origem / Historial:
Este quadro, assim como ''A Virgem e o Menino'' e ''O Princípe D. João e São João Baptista'', pertenceram ao Mosteiro Real de Nossa Senhora da Serra, em Almeirim, segundo apurou José Alberto Seabra de Carvalho. Na segunda metade do século XIX deram entrada nos acervos que estão na base da constituição da colecção de pintura do Museu Nacional de Arte Antiga, sendo então atribuídos ao pintor Grão Vasco (Raczynski). Em 1888, Carl Justi agrupou os três painéis num tríptico, apontando como seu autor um mestre desconhecido integrado na designada ''escola luso-flamenga''. Desde então, e até anos recentes, esta obra é dada como oriunda dos conventos extintos e designada pelo ''Tríptico dos Infantes''. Como provável autor apontaram-se os nomes de Frei Carlos (Bertaux e Figueiredo), Francisco Henriques com colaboração de Frei Carlos (Reinaldo dos Santos) e Mestre da Lourinhã (Reis-Santos). O primeiro restauro a que foi submetido o conjunto, que teve lugar em 1920 pela mão de Luciano Freire, revelou que a uniformidade dos fundos escamoteava uma leitura e interpretação corretas da obra, pondo inclusive em causa o seu agrupamento em tríptico. De acordo com as pesquisas efectuadas por José Alberto Seabra, sabe-se hoje que os peinéis em questão procedem do altar-mor do já mencionado Convento Real de Almeirim, instituição que foi fundada pelo rei D. Manuel I e decorado com réditos da Rainha D. Maria. Na ''Crónica de S. Domingos'', de 1623, Frei Luís de Sousa descreve o retábulo como sendo constituído por vários painéis e tendo representadas as figuras do próprio Rei, da Rainha e dos seus descendentes orando à Virgem Maria. De facto, o cronista refere que D. Manuel «não só mandou fazer a Casa como tratou de a ornar por muitos modos», como foi «o primeiro a dar-lhe hum retabolo, em que se mandou retratar com a Rainha Dona Maria; e despois todos seus filhos e filhas, que hoje dura.» De acordo com o relato de Frei Inácio da Piedade e Vasconcelos na História de Santarém Edificada, no século XVIII, mais precisamente em 1740, a obra continuava montada na capela-mor do mosteiro, o qual, porém, se encontrava em ruínas aquando da extinção das ordens religiosas em 1834. Segundo se pode inferir da documentação, do retábulo original desapareceram, pois, os painés com os retratos de D. Manuel e D. Maria, D. Isabel, D. Beatriz, D. Fernando, D. Afonso e D. Henrique. Nas pinturas que chegaram até aos nossos dias estão representados D. João e D. Luís, permanecendo ainda aquele que constituiria o painel central do conjunto retabular - A Virgem com o Menino. O facto de se situar a realização do retábulo cerca de 1515, prende-se com o facto de Frei Luís de Sousa mencionar como uma das personagens retratadas o Infante D. Henrique, o qual «(...) não se contentando de estar retratado com seu pai, e irmãos no retabolo da Capella mór em idade pueril, se mandou retratar despois de velho, diante do Crucifixo do Altar de Jesus (...)». Uma vez que D. Henrique nasceu em Janeiro de 1512 e se faz alusão à sua ''idade pueril'', é válida a hipótese de colocar esta empreitada entre os anos de 1515-1518, ano da morte da Rainha D. Maria. Por outro lado, e admitindo-se como cerca de 1515 o ano da feitura da obra, tal significa que os dois príncipes representados - D. João e D. Luís (?) - teriam na altura 13 e 9 anos, respectivamente, o que está em concordância com a figuração das personagens no retábulo.
 
     
     
   
     
     
     
 
Secretário Geral da Cultura Direção-Geral do Património Cultural Termos e Condições  separador  Ficha Técnica