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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
284 Pint
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Título:
Santo Antão e São Paulo 1º Eremita
Autor:
Mestre dos Arcos
Datação:
1530 d.C. - 1550 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Madeira de carvalho
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 142; largura: 93;
Descrição:
A pintura representa o encontro dos dois patriarcas do eremitismo cristão, segundo o texto latino de São Jerónimo sobre a vida de S. Paulo de Tebas. São Paulo, 1º eremita, retirara-se para o deserto da Tebaida onde viveu numa caverna longe de qualquer presença humana. Santo Antão, que se julgava o primeiro monge eremita, é avisado em sonhos da existência de Paulo e parte à sua procura. Este pressente a chegada de um companheiro e, quando ambos se encontram, são visitados por um corvo que lhes traz dois pães, facto que deixa Santo Antão admirado. É então que São Paulo lhe diz ser diariamente alimentado por este mensageiro divino, o qual, nesta ocasião, havia duplicado a ração em honra do convidado. No quadro verificam-se algumas alterações em relação à fonte escrita, nomeadamente no que diz respeito ao número de pães transportados pelo corvo e à veste de São Paulo Eremita. Esta é descrita no texto como sendo uma túnica de folhas de palmeira entrelaçadas, embora aqui surja como um hábito castanho.
Incorporação:
Outro - Transferência: Convento de São Bento da Saúde (Lisboa)
Origem / Historial:
"Santo Antão e São Paulo Eremita", juntamente com "Pregação de São João Baptista", "São Jerónimo", "Visão de Santo Antão" e "Santo Antão e o Sátiro", forma um conjunto designado por "série dos arcos" devido à arcaria que se rasga sobre um fundo azul e que corre a parte inferior de todos os painéis. O "Retábulo do Mestre dos Arcos", nome pelo qual também é conhecido, não foi ainda objecto de um estudo aprofundado, com a excepção da contribuição de Luís Reis-Santos que atribuíu a autoria dos quadros a Gregório Lopes, o que, contudo, não deixa de levantar alguns problemas, uma vez que estas pinturas não se enquadram plenamente no estilo do pintor. Este quadro, tal como os restantes quatro painéis que compunham o conjunto da "série dos arcos" provêm do Convento de São Bento da Saúde, embora tudo indique que não seriam originários desta instituição beneditina, uma vez que apenas foi construída em 1598, ou seja, numa data posterior à da feitura dos quadros.
 
     
     
   
     
     
     
 
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