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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
6 Pint
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Retábulo de S. Bento
Título:
Apresentação do Menino no Templo
Autor:
Mestres do Retábulo de São Bento (Gregório Lopes e Jorge Leal)
Datação:
1520 d.C. - 1525 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Madeira de carvalho
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 173; largura: 129,5;
Descrição:
A cena decorre no interior de uma arquitectura italianizante. No centro da composição vê-se uma mesa de mármore coberta por um pano franjado e uma toalha branca com um delicado debroado de motivos vegetalistas. Do lado direito do quadro encontra-se representado S. José, de joelhos, que oferece as duas rolas do rito judaico. Em segundo plano a Virgem e a profetisa Ana são secundadas por um grupo de três figuras femininas. O personagem que segura o Menino com as mãos veladas em sinal de respeito e reverência é Simeão que, apesar de não possuir o título de grande-padre, ostenta uma mitra na cabeça e o pluvial, o qual é sustentado por uma das seis figuras masculinas que se situam por detrás do sacerdote. A linha central do quadro é marcada pela lâmpada rica e finamente lavrada que pende do tecto do tabernáculo sobre o altar, e que, juntamente com os círios de que S. José, a profetisa Ana e uma das seguidoras da Virgem são portadores, simboliza Jesus enquanto "Luz do Mundo". No Evangelho segundo São Lucas, o texto bíblico que relata a apresentação do Menino no Templo, esta mensagem é claramente enunciada por Simeão quando, depois de tomar o Menino nos braços, afirma: «Agora, Senhor, podes deixar o Teu servo partir em paz, segundo a Tua palavra, porque os meus olhos viram a Salvaçãos, que preparaste em favor de todos os povos: Luz para iluminar as nações e glória de Israel, Teu povo». Porém, também nesta passagem da Bíblia, é anunciado que «Este Menino está aqui para a queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição: uma espada trespassará a tua alma, a fim de se revelarem os pensamentos de muitos corações». E, no quadro, Jesus aparece representado sobre o altar, o que significa que, desde o nascimento, está predestinado ao sacrifício. Este dado é ainda realçado pelo elaborado jogo de linhas de força, nomeadamente a recta que divide o quadro na vertical e que une em simultâneo a lanterna, a mão indicadora da profetisa e a oferenda sacrificial dada por S. José.
Incorporação:
Outro - Transferência: Convento de São Bento da Saúde (Lisboa).
Origem / Historial:
Quer este painel, quer os outros que compunham o retábulo dito de São Bento - a Visitação, a Adoração dos Magos, o Menino Jesus entre os Doutores, todos no Museu Nacional de Arte Antiga, assim como o desaparecido Cristo deposto da Cruz - pertenciam ao conjunto retabular da Capela do Salvador da Igreja do Convento de São Francisco, em Lisboa. Daí transitaram no século XVII para a Capela de Nossa Senhora dos Prazeres do Mosteiro de São Bento da Saúde e, com a extinção das ordens religiosas em 1834, para a Academia Real de Belas Artes, de onde passaram para o Museu Nacional de Arte Antiga. Adriano de Gusmão publicou um documento de 17 de Maio de 1525, descoberto por Vitorino Magalhães Godinho (Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte II, maço 125, nº 150), de acordo com o qual os pintores de Lisboa Jorge Leal e Gregório Lopes tinham acabado de pintar o retábulo para a Capela do Salvador do Mosteiro de São Francisco, trabalho que iria ser avaliado por Jorge Afonso (pintor régio) e por Antão Leitão (pintor do Senado). Com base neste testemunho, a que se junta, igualmente, o documento encontrado por Reinaldo dos Santos na Torre do Tombo e que pertencia a um Livro de Notas do Mosteiro de São Bento da Saúde (Códice nº 21 do Cartório de São Bento), e um recibo de pagamento a Gregório Lopes datado de 1520 e publicado por Seabra carvalho, pôde-se determinar tanto a autoria/parceria da obra como a sua data de execução.
 
     
     
   
     
     
     
 
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