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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
4 Pint
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Retábulo de S. Bento
Título:
Visitação
Autor:
Mestres do Retábulo de São Bento (Gregório Lopes e Jorge Leal)
Datação:
1520 d.C. - 1525 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Madeira de carvalho
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 181; largura: 133;
Descrição:
Santa Isabel, ajoelhada, e a Virgem, que se inclina para a erguer, surgem representadas no centro da composição ladeadas, do lado direito, por Zacarias e duas mulheres e, do lado esquerdo, por três figuras femininas que simbolizam, tal como se pode ler nas inscrições dos nimbos, a Castidade, a Pobreza e a Humildade. Um outro grupo que se recorta sobre o céu de um azul luminoso é composto por seis anjos. O fundo do quadro é preenchido por um apontamento paisagístico e por uma arquitectura composta de arcaria e torre revestida com uma delicada decoração gótico-flamejante. Particularmente interessante é o jogo das linhas de força que estruturam a composição, jogo esse que é marcado logo no primeiro plano com o triângulo formado por Santa Isabel e a Virgem, e pela diagonal descendente formada pelos anjos. Também a posição das mãos dos restantes personagens, todos eles com gestos diferenciados, repetem os principais elementos geométricos. Assim, a figura feminina em último plano coloca as mãos em sinal de oração, o que tem paralelo com a representação central. Como os anjos, Zacarias e a Castidade apontam ou sugerem uma linha diagonal em direcção ao grupo principal. Por sua vez, o movimento circular das mãos da Humildade e da personagem colocada ao lado de Zacarias tem paralelo com o circulo formado pelos braços e rostos da Virgem e de Santa Isabel.
Incorporação:
Outro - Transferência: Convento de São Bento da Saúde (Lisboa).
Origem / Historial:
Quer este painel, quer os outros que compunham o retábulo dito de São Bento - a Adoração dos Magos, a Apresentação do Menino no Templo e O Menino Jesus entre os Doutores, todos no Museu Nacional de Arte Antiga, assim como o desaparecido Cristo deposto da Cruz - pertenciam ao conjunto retabular da Capela do Salvador da Igreja do Convento de São Francisco, em Lisboa. Daí transitaram no século XVII para a Capela de Nossa Senhora dos Prazeres do Mosteiro de São Bento da Saúde e, com a extinção da ordens religiosas em 1834, para a Academia Real de Belas Artes, de onde passaram para o Museu Nacional de Arte Antiga. Adriano de Gusmão publicou um documento de 17 de Maio de 1525, descoberto por Vitorino Magalhães Godinho (Torre do Tombo, Corpo Cronológico, Parte II, maço 125, nº 150), de acordo com o qual os pintores de Lisboa Jorge Leal e Gregório Lopes tinham acabado de pintar o retábulo para a Capela do Salvador do Mosteiro de São Francisco, trabalho que iria ser avaliado por Jorge Afonso (pintor régio) e por Antão Leitão (pintor do Senado). Com base neste testemunho, a que se junta, igualmente, o documento encontrado por Reinaldo dos Santos na Torre do Tombo e que pertencia a um Livro de Notas do Mosteiro de São Bento da Saúde (Códice nº 21 do Cartório de São Bento), e um recibo de pagamento a Gregório Lopes datado de 1520 e publicado por Seabra carvalho, pôde-se determinar tanto a autoria/parceria da obra como a sua data de execução.
 
     
     
   
     
     
     
 
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