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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional de Arte Antiga
N.º de Inventário:
1498 Pint
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Tríptico
Título:
Tentações de Santo Antão
Autor:
Jheronymus Bosch
Datação:
1505 d.C. - 1506 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Madeira de carvalho
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 131,5; largura: 119 (painel central), 53 (volantes);
Descrição:
Quando fechado, o tríptico das Tentações de Santo Antão apresenta nos volantes duas cenas da Paixão de Cristo: no volante esquerdo, a Prisão de Cristo com Judas e São Pedro em primeiro plano, no volante direito, Cristo a caminho do Calvário com Verónica ajoelhada a seus pés. No painel lateral esquerdo, a cena reporta-se a um primeiro momento das tentações do santo. Depois de transportado aos céus pelos demónios, ele é amparado por alguns companheiros - dois religiosos envergando os respectivos hábitos, e um leigo que veste panejamentos vermelho-escuro (e que já foi apontado como um auto-retrato do pintor). O grupo atravessa uma ponte de madeira sob a qual três monstros lêem uma carta e estão prestes a receber uma nova missiva que lhes é trazida por uma figura que patina sobre o gelo. À frente de Santo Antão e seus auxiliadores, um cortejo composto por três personagens dirige-se para uma construção cujo tecto e entrada são compostos pelo corpo de um homem ajoelhado, símbolo de um prostíbulo. O painel da direita ilustra uma das tentações a que Santo Antão se sujeitou. A figura que se destaca é a de uma jovem rainha diabólica que, banhando-se junto a um tronco de árvore oco e coberto por um amplo manto vermelho, tenta provocadoramente aliciar o santo para a sua morada, o palácio que se vislumbra em segundo plano. No painel principal, o centro visual de toda a composição é preenchido por um templo arruinado de forma cilíndrica e decorado por frisos alusivos ao Antigo Testamento (Entrega das Tábuas da Lei a Moisés; Adoração do Bezerro de Ouro; Regresso dos Enviados à Terra Prometida). Dentro desta arquitectura ergue-se um altar coberto por uma toalha branca e com um crucifixo, junto do qual se encontra Cristo fazendo o gesto da benção, o que tem paralelo imediato com a figura do santo que, ajoelhado no exterior, olha na direcção do espectador. Junto ao homem de chapéu alto negro, vestido de vermelho, vê-se parte da roda do Zodíaco com símbolos alusivos ao planeta Saturno. De todos os espaços, este é o único imune à presença do demónio e das forças do mal que, no exterior, se manifestam na água, na terra, no céu e no fogo, assumindo as formas mais diversas e fantásticas, e revelando-se, na sua larga maioria, como seres híbridos metade humanos e metade animais.
Incorporação:
Transferência - Palácio das Necessidades
Origem / Historial:
De acordo com a historiografia, o tríptico das Tentações de Santo Antão de Jheronymus Bosch, encontrado por D. Fernando II no Palácio das Necessidades, terá pertencido a Damião de Góis, o qual, durante a sua permanência na Flandres entre 1523 e 1545, adquiriu inúmeras obras de arte da autoria de artistas oriundos do Norte da Europa. Contudo, como salienta Dagoberto Markl no catálogo da exposição No Tempo das Feitorias, a referência feita pelo humanista português à obra de Bosch torna esta hipótese inviável, na medida em que no rol das obras pias que formavam a sua colecção - documento este que foi apresentado no tribunal da Inquisição -, Góis afirma ter comprado "hum painel da Tentação de S. Job e outro das tentações de Santo Antão que custarão perto de 200 cruzados pintados da mão do grande Jerónimo Bosque". Informa depois que ofereceu esta última pintura ao Núncio Apostólico João Ricci Montepulciano, bispo de Siponto, o que terá ocorrido entre 1545 e 1550. Assim sendo, é natural que o quadro tenha saído de Portugal. Acresce ainda que Damião de Góis era particularmente rigoroso na descrição das obras que possuía e, no dito rol, sempre que se refere a um tríptico descreve-o como "hum retavolo com portas". Porém, as Tentações de Santo Antão são descritas como "hum painel". * Forma de Protecção: classificação; Nível de classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006; 18/07/2006 *
 
     
     
   
     
     
     
 
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