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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional do Azulejo
N.º de Inventário:
MNAz 134 Esc
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Escultura
Denominação:
Peça do Presépio da Madre de Deus
Título:
Tocador de sanfona
Autor:
Ferreira, António e Dionísio (atribuído)
Local de Execução:
Lisboa
Centro de Fabrico:
Lisboa, Portugal
Datação:
1700 d.C. - 1730 d.C.
Matéria:
Barro
Suporte:
Barro cozido (terracota)
Técnica:
Modelação. Carnação.
Dimensões (cm):
altura: 71 cm; largura: 55 cm; profundidade: 24 cm;
Descrição:
Escultura: escultura de vulto. Conjunto de figuras de presépio. Figura masculina adulta, com a cabeça de perfil, em torção acentuada para a direita e criança do seu lado direito. O homem traja chapéu roto, camisa, casaco com remendos, calções com folhos, polainas e sapatos e, sobre os ombros uma capa comprida castanha de forro amarelado. A tiracolo pende-lhe, da esquerda, uma bolsa larga e segura uma sanfona que toca com a mão direita. Junto dele dança um pequeno rapaz, descalço. A criança olha-o, enquanto bebe de uma cabaça. Traja barrete, camisa, casaco azul claro e calções vermelhos. Junto à perna esquerda do adulto está um pequeno cão, sentado, de pelagem preta e branca e coleira amarela. Notas iconográficas: Este grupo de figuras pertence a um cortejo de adoradores que se apresenta pelo lado esquerdo do presépio introduzido pela figura do queijeiro e apresentando vários elementos ligados à música. Articula-se de certo modo com outro grupo de figuras do tocador de gaita de foles, que se aproxima pela sua direita e vem igualmente acompanhado de um menino (mas menos pobre). Os dois tocadores inclinam a cabeça para trás dirigindo a atenção para o grupo mais barulhento de foliões que, por detrás, se aproxima, e que encerra este cortejo ligado à música. A proximidade deste adorador em relação a Cristo poderá relacionar-se com a ideia de glorificação da figura de Jesus feita pelo mais pobre de entre os pobres. Por outro lado, podem buscar-se possíveis razões históricas que expliquem a representação de cegos a tocar sanfona nos presépios como o facto de, no século XVIII, os cegos de Lisboa se agregarem numa Irmandade do Menino Jesus vivendo através da venda de folhinhas de música, sendo essa venda acompanhada por um instrumento, que seria a sanfona. A ligação entre a sanfona e os cegos surge no dicionário de Rafael Bluteau ( Vocabulário Portuguez e Latino, 1720). Bibliografia básica: O presépio da Madre de Deus (2003)
Incorporação:
Transferência - Por despacho de 31/7/2009, do Director do Instituto dos Museus e da Conservação foi autorizada a transferência a título definitivo do MNAA para o MNAz. Estava em depósito no MNAz desde 1985.
Origem / Historial:
Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devem recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei nº 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; Nº 19/2006;18/07/2006 O presépio (no qual se integra esta peça) provém do antigo Convento da Madre de Deus (hoje MNA). Foi colocado originalmente num espaço próprio conhecido por Sala do Presépio, contíguo à Capela de Santo António, no segundo piso do edifício do convento ou casa do antecoro. Entre as possíveis circunstâncias em que se situou a encomenda do presépio poderá ter estado um programa de glorificação da Virgem, no qual se enquadra a recepção de dádivas vindas de Roma, em 1731, sob a forma de relíquias várias relacionadas com A Virgem, incluindo, por exemplo, uma tábua do presépio ou berço. Entre os encomendantes prováveis são apontados D. João V e o padre José Pacheco, ou ainda D. Pedro II ou D. Catarina de Bragança. A sua função inicial relacionava-se com a celebração da Natividade realizada em ambiente de clausura. A função actual de objecto museológico decorreu da sua incorporação pelo Estado após o decreto de extinção das ordens religiosas que se prolongou neste caso, por se tratar de um convento feminino, até à morte da última freira, ocorrida em 1871. Não se sabe exactamente quando terá sido desmontado, mas sabe-se que quando foi incorporado no acervo do MNAA (ou Museu Nacional de Belas Artes e Arqueologia até 1884) já estaria desmontado. A primeira exposição museológica de algumas das suas peças isoladas do conjunto ocorreu em 1882 na Exposição de Arte Ornamental Portuguesa e Hespanhola (foi o caso desta peça). Existiu um projecto de montagem do presépio na sua casa original nos anos 80 ( onde entretanto se instalou o MNA) , motivando o regresso do conjunto escultórico ao MNA, em regime de depósito, mas este projecto não teve continuidade por falta de bases para uma correcta montagem das peças dispersas. Prevê-se uma remontagem do presépio em 2004 no local original da Sala do Presépio pela arquitecta Andreia Galvão.
 
     
     
   
     
     
     
 
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