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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional do Azulejo
N.º de Inventário:
MNAz 351 Cer
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Cerâmica
Denominação:
Escultura
Título:
Eva
Local de Execução:
Portugal
Datação:
1930 d.C. - 1940 d.C.
Matéria:
Terracota
Técnica:
Terracota moldada
Dimensões (cm):
altura: 44 cm; largura: 36 cm; profundidade: 17 cm;
Descrição:
Figura feminina sobre base oval, sentada sobre si, com a perna esquerda flectida, unindo os braços junto ao peito. Nas mãos, abertas em concha, uma maçã. Por entre as pernas e com a cabeça junto ao ventre uma serpente. O cabelo é apanhado junto à cabeça e cobre as orelhas sob a forma de vírgulas invertidas.
Incorporação:
Compra - Adquirida num leilão no Palácio do Correio Velho, em Lisboa, através de Fundos PIDDAC/2000
Origem / Historial:
Figura incontornável do mundo das artes plásticas do Modernismo português, foi como escultor que Ernesto Canto da Maia (1890-1981) mais se destacou, pela singularidade das suas obras, pelos temas abordados e pela versatilidade dos materiais utilizados, ainda que a maioria das sua peças sejam sobretudo em terracota e em barro pintado. Marcado pela insularidade da ilha açoriana de S. Miguel onde nasceu, deixou-se depois influenciar pela estética europeia, primeiro nas Belas-Artes de Lisboa onde estudou e depois no mundo fervilhante de Modernidade que foi Paris entre as duas grandes guerras, onde Canto da Maia viveu e onde privou com os grandes artistas da época. Do Modernismo recebeu o realismo exacerbado das figuras e o regresso a formas arcaizantes da escultura mediterrânea. Mas além do mundo clássico inspirou-se também nos grandes mitos onde se baseou o pensamento humano, estando aqui incluídas as Sagradas Escrituras. Para além das peças de exaltação do nacionalismo encomendadas pela propaganda oficial do ‘Estado Novo’ em Portugal, a sua obra toca os grandes temas que constituem a realidade humana, desde o amor, a maternidade, a família, até ao mundo dos sentidos como a música ou a dança, não deixando de fora a Natureza. Em todas as peças Canto da Maia vai ao âmago da essência humana, entre os extremos da felicidade e da dor profunda, sempre com serenidade e contenção emotiva, num silêncio pleno de sentido. A peça que aqui se destaca, Eva ou Femme au serpent, plena de serena voluptuosidade, é bem exemplo da elegância e refinamento da sua escultura, onde as suas figuras apresentam de um modo geral massas fortes e bem definidas, harmonizadas pela graciosidade dos traços e dos gestos.
 
     
     
   
     
     
     
 
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