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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Grão Vasco
N.º de Inventário:
2642
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Aspecto da Vida dos Pescadores
Datação:
1929 d.C.
Suporte:
Papel
Técnica:
Aguarela
Dimensões (cm):
altura: 24,5; largura: 32;
Descrição:
Paisagem de costumes. No areal da praia de Matosinhos encontram-se diversas imagens da comunidade piscatória, reflectindo tarefas, cenas e objectos. Na quase ausência de detalhe, adivinha-se a dinâmica das personagens, seja pela forma como o pincel as desenha, seja pela criação de movimentos específicos. Do lado direito, cestas e gamelas dispõem-se em fila no chão, antecedendo a presença de duas varinas em pé, uma de costas e outra de frente para o observador, a conversar. Vestem xaile pelos ombros e lenço na cabeça, com as pregas das saias desenhadas com uma certa curvatura, como se o vento soprasse e fizesse ondular os tecidos. Próximo destas, uma outra varina caminha para a direita, segurando uma cesta no braço esquerdo. Do lado esquerdo, a paleta de tons ocres da areia é quebrada pelas notas de policromia dadas a uma mulher sentada na areia, com cabelo escuro apanhado, blusa verde e, junto desta, pequenas formas com pincelada vermelha; as mãos ficam apoiadas nos ombros de uma criança que lhe fica à frente, em pé, com touca vermelha. Em segundo plano observam-se pinceladas soltas que dão forma a mulheres sentadas na areia, em pé, animais com carroças, terminando na faixa de manchas azuis do mar.
Incorporação:
Compra - No ano de 1933 foram adquiridas 17 aguarelas com cenas dos pescadores pelo valor total de 6.800$000. O pagamento das mesmas foi distribuído por várias prestações e foi concluído no ano de 1935. As peças encontram-se registadas no museu com os seguintes números de inventário: 2638; 2631; 2644; 2639; 2645; 2627; 2708; 2628; 2633; 2634; 2635; 2642; 2637; 2632; 2643; 2636; 2629.
Origem / Historial:
As dezassete aguarelas de Joaquim Lopes, cuja temática incide sobre a faina da pesca, em Matosinhos, focalizam uma sequência de cenas ou actividades centralizadas na praia ou à beira mar. Apesar de umas terem sido executadas em 1928 e outras em 1929, existe nelas uma continuidade temática, em virtude de o pintor retratar actos colectivos quotidianos. O conjunto deu entrada no museu em 1933 e logo justificou a atribuição de uma sala de aguarelas, concorrendo para o estatuto privilegiado que Joaquim Lopes vinha ganhando no contexto expositivo do museu.
 
     
     
   
     
     
     
 
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