MatrizNet

 
Logo MatrizNet Contactos  separador  Ajuda  separador  Links  separador  Mapa do Site
 
sábado, 15 de dezembro de 2018    APRESENTAÇÃO    PESQUISA ORIENTADA    PESQUISA AVANÇADA    EXPOSIÇÕES ONLINE    NORMAS DE INVENTÁRIO 

Animação Imagens

Get Adobe Flash player

 


 
     
     
 
FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Grão Vasco
N.º de Inventário:
2148
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Fuga para o Egipto/Políptico da Capela-Mor da Sé de Viseu
Autores:
Vasco Fernandes (c.1475-1542)
Henriques, Francisco (act.1508-1518)
Local de Execução:
Viseu
Datação:
1501 d.C. - 1506 d.C.
Suporte:
Madeira de Carvalho
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 133; largura: 82;
Descrição:
Painel do antigo retábulo da capela-mor da Sé de Viseu (1501-1506). Relatada sucintamente no Evangelho de Mateus, a cena em questão inclui sempre três personagens essenciais: o Menino Jesus, a Virgem Maria e São José. Mas a sua representação plástica, com frequência inspirada nas pitorescas invenções dos textos apócrifos, enriqueceu-se com figuras e temas acessórios. Neste caso, o pintor optou pela representação de um anjo, que guia os fugitivos, enquanto São José colhe frutos de uma árvore. Além destas variantes, regista-se ainda a presença, na paisagem do fundo, do tema do Milagre da Seara. De acordo com os Evangelhos apócrifos, a Virgem recomendara a um camponês, caso viesse a ser interrogado pelos soldados de Herodes, que este dissesse que vira partir a Sagrada Família no tempo da sementeira do trigo. Milagrosamente, a seara começa a crescer e o trigo fica maduro para a colheita. Pensando que os fugitivos se encontravam já muito longe daquele lugar, os soldados desistem da perseguição. Ao centro de uma composição rigorosamente triangular, e envoltos numa luz uniforme, figuram a Virgem e o Menino adormecido. Contrasta com a serenidade desta representação a luminosidade intensa do anjo que, de rosto crispado, segurando a corda do burro e uma palma, parece simbolizar, em antevisão, a Paixão de Cristo. Esta luz de grande intensidade dramática, que individualiza as figuras e acentua o seu valor simbólico, denuncia uma sensibilidade muito particular no conjunto dos painéis que formavam o retábulo. O seu efeito sobre as pregas do longo vestido do anjo, bem diferente do pregueado das vestes da Virgem e de São José, indicia uma técnica notável, também patente no soberbo efeito lumínico que envolve a paisagem distante. Tal como nos restantes painéis da série, um minucioso descritivo caracteriza a representação do tema: o bordão com bolsa e chapéu entre espécies vegetais de grande realismo; as ferraduras do jumento marcadas no solo; o cesto com pêras ou a técnica miniaturista na representação da folhagem das árvores, duas das quais, em segundo plano, se enlaçam simbolicamente.
Incorporação:
Transferência - Transferência da Sala do Capítulo da Sé de Viseu, ao abrigo do Decreto 2: 284-C de 16 de Março de 1916, que cria o Museu de Grão Vasco.
Origem / Historial:
Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006; 18/07/2006
 
     
     
   
     
     
     
 
Secretário Geral da Cultura Direção-Geral do Património Cultural Termos e Condições  separador  Ficha Técnica