MatrizNet

 
Logo MatrizNet Contactos  separador  Ajuda  separador  Links  separador  Mapa do Site
 
quinta-feira, 23 de maio de 2019    APRESENTAÇÃO    PESQUISA ORIENTADA    PESQUISA AVANÇADA    EXPOSIÇÕES ONLINE    NORMAS DE INVENTÁRIO 

Animação Imagens

Get Adobe Flash player

 


 
     
     
 
FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Grão Vasco
N.º de Inventário:
2148
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Fuga para o Egipto/Políptico da Capela-Mor da Sé de Viseu
Autores:
Vasco Fernandes (c.1475-1542)
Henriques, Francisco (act.1508-1518)
Local de Execução:
Viseu
Datação:
1501 d.C. - 1506 d.C.
Suporte:
Madeira de Carvalho
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 133; largura: 82;
Descrição:
Painel do antigo retábulo da capela-mor da Sé de Viseu (1501-1506). Relatada sucintamente no Evangelho de Mateus, a cena em questão inclui sempre três personagens essenciais: o Menino Jesus, a Virgem Maria e São José. Mas a sua representação plástica, com frequência inspirada nas pitorescas invenções dos textos apócrifos, enriqueceu-se com figuras e temas acessórios. Neste caso, o pintor optou pela representação de um anjo, que guia os fugitivos, enquanto São José colhe frutos de uma árvore. Além destas variantes, regista-se ainda a presença, na paisagem do fundo, do tema do Milagre da Seara. De acordo com os Evangelhos apócrifos, a Virgem recomendara a um camponês, caso viesse a ser interrogado pelos soldados de Herodes, que este dissesse que vira partir a Sagrada Família no tempo da sementeira do trigo. Milagrosamente, a seara começa a crescer e o trigo fica maduro para a colheita. Pensando que os fugitivos se encontravam já muito longe daquele lugar, os soldados desistem da perseguição. Ao centro de uma composição rigorosamente triangular, e envoltos numa luz uniforme, figuram a Virgem e o Menino adormecido. Contrasta com a serenidade desta representação a luminosidade intensa do anjo que, de rosto crispado, segurando a corda do burro e uma palma, parece simbolizar, em antevisão, a Paixão de Cristo. Esta luz de grande intensidade dramática, que individualiza as figuras e acentua o seu valor simbólico, denuncia uma sensibilidade muito particular no conjunto dos painéis que formavam o retábulo. O seu efeito sobre as pregas do longo vestido do anjo, bem diferente do pregueado das vestes da Virgem e de São José, indicia uma técnica notável, também patente no soberbo efeito lumínico que envolve a paisagem distante. Tal como nos restantes painéis da série, um minucioso descritivo caracteriza a representação do tema: o bordão com bolsa e chapéu entre espécies vegetais de grande realismo; as ferraduras do jumento marcadas no solo; o cesto com pêras ou a técnica miniaturista na representação da folhagem das árvores, duas das quais, em segundo plano, se enlaçam simbolicamente.
Incorporação:
Transferência - Transferência da Sala do Capítulo da Sé de Viseu, ao abrigo do Decreto 2: 284-C de 16 de Março de 1916, que cria o Museu de Grão Vasco.
Origem / Historial:
Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006; 18/07/2006
 
     
     
   
     
     
     
 
Secretário Geral da Cultura Direção-Geral do Património Cultural Termos e Condições  separador  Ficha Técnica