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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Grão Vasco
N.º de Inventário:
2144
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Natividade/Políptico da Capela-Mor da Sé de Viseu
Autores:
Vasco Fernandes (c.1475-1542)
Henriques, Francisco (act.1508-1518)
Local de Execução:
Viseu
Datação:
1501 d.C. - 1506 d.C.
Suporte:
Madeira de Carvalho
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 131; largura: 81; espessura: 2,5;
Descrição:
Painel do antigo retábulo da capela-mor da Sé de Viseu (1501-1506). Em primeiro plano, o Menino recém-nascido é rodeado pela Virgem, São José e dois anjos. A composição triangular, centrada no Menino Jesus, é também estruturada pelos olhares convergentes das figuras, e apenas contrariada pelo anjo que, numa intenção narrativa, a sugerir o teatro litúrgico medieval, puxa o manto de São José. A Natividade tem lugar num interior em ruínas onde surgem, à esquerda, as cabeças dos tradicionais animais, a vaca e o burro. Através de uma abertura, numa complexa relação entre espaço e tempo, um fundo paisagístico serve de cenário à representação de um outro tema: a Anunciação aos Pastores. Um pormenor iconográfico interessante é o molho de espigas de trigo, colocado junto ao Menino, que surge numa alusão provável, e de acordo com Erwin Panofsky, ao local de nascimento de Cristo, a "Casa do Pão". No fundo paisagístico, uma árvore despida de folhagem, seguida de uma semelhante rejuvenescida, sugerem, respectivamente, o Antigo e o Novo Testamento. O realismo táctil dos pormenores em primeiro plano, em vago contraste com as formas distantes que sugerem o aprofundamento do espaço aéreo, a arquitectura correctamente perspectivada, assim como o agenciamento de luz no plano intermédio, apontam para o desempenho de um pintor com recursos técnicos notáveis.
Incorporação:
Transferência - Transferência da Sala do Capítulo da Sé de Viseu, ao abrigo do Decreto 2: 284-C de 16 de Março de 1916, que cria o Museu de Grão Vasco.
Origem / Historial:
Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006; 18/07/2006
 
     
     
   
     
     
     
 
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