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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea
N.º de Inventário:
512
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Paisagem e animais - vista de Lisboa tirada de entremuros
Datação:
1859 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Tela
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 100; 118,5; largura: 135; 151,5;
Descrição:
Paisagem. Através do truque cenográfico e académico do cortinado de árvores, em cima, que juntamente com a sombra em primeiro plano forma um óculo, Cristino introduz-nos numa paisagem pitoresca e soalheira, uma vista da Lisboa antiga, pré-industrial, a partir dos terrenos de uma Campolide rural, vendo-se no centro o vale onde vinte anos mais tarde iria ser rasgada a Avenida da Liberdade, e no fundo as duas colinas do castelo de S. Jorge e da Graça. A cena é animada por alguns camponeses, saloios da região, entre os quais se distingue uma mulher, em primeiro plano, montada de costas num burro com largos alforges, todos eles acompanhados dos seus bois e jumentos, dirigindo-se para a cidade através do caminho ensolarado no centro da composição. Cruzam-se com um homem montado a cavalo, de chapéu e capa vermelha traçada pelos ombros, que se vira e observa a saloia em primeiro plano, uma figura que Maria de Aires Silveira identifica como sendo o pintor Francisco Metrass (cf. SILVEIRA, 2000, p. 38), grande amigo de Cristino que se identificava igualmente com o seu ideário romântico, retrato que Cristino preparara num estudo a lápis do amigo pintor montado em idêntica posição (Ibidem, p. 135). Depois dos "Cinco artistas em Sintra" (1855), Cristino parece mais uma vez reunir nesta pintura os géneros da paisagem, costumes e retrato, numa abordagem que se relaciona com outra tela da colecção do museu, a mais naturalista "Vista da Penha de França" (1857, nº inv. 509) de Tomás da Anunciação, outro dos "Cinco artistas Sintra", prova de concurso para professor efectivo da Academia Real de Belas Artes em 1858, que provavelmente o discutiu com Cristino antes deste realizar o quadro, um ano depois.
Incorporação:
Transferência - Conselho de Arte e Arqueologia
Origem / Historial:
Prova de concurso para Professor Substituto da Academia Real de Belas Artes em 1860. Remetido ao Museu pelo Conselho de Arte e Arqueologia em 1921.

Bibliografia

FERREIRA, Emília - "O elogio da natureza". In Natura Artis Magistra: A Natureza mestra das Artes. Almada: Casa da Cerca/ Centro de Arte Contemporânea, 2001, pág. 89

FRANÇA, José-Augusto; COSTA, Lucília Verdelho da - Arte Portuguesa do século XIX. Lisboa: IPPC, 1988, pág. 147 p/b

FRANCO, Anísio - "João Cristino da Silva: Um romântico extremado". Arte Ibérica. Ano 4, nº 35. Maio. Lisboa: 2000, pág. 45

MACEDO, Diogo de - João Cristino da Silva e Manuel Maria Bordalo Pinheiro. Colecção Cadernos de Arte. Nº 5. Lisboa: Edições Excelsior, 1952, pág. s/p. p/b

MACEDO, Diogo de - Os românticos portugueses. Lisboa: Artis, 1961, pág. est. LVII p/b

Natura Artis Magistra: A natureza mestra das artes. Almada: Casa da Cerca/ Centro de Arte Contemporânea, 2001, pág. 104 cor

PAMPLONA, Fernando de - Dicionário de pintores e escultores portugueses ou que trabalharam em Portugal. Vol. 1. Lisboa: 1954, pág. 275

RODRIGUES, António - "A Paisagem segundo Keil". In Alfredo Keil (1850-1907). Lisboa: IPPAR, 2001, pág. 37 cor

SILVEIRA, Maria de Aires - João Cristino da Silva: 1829-1877. Lisboa: IPM, 2000, pág. 135 cor

 
     
     
   
     
     
     
 
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