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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea
N.º de Inventário:
498
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Concerto de amadores
Local de Execução:
PARIS; canto inferior esquerdo
Datação:
1882 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Tela
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 220; largura: 300;
Descrição:
Pintura de costumes. No interior de uma sala burguesa com pouca luz vêem-se cinco pessoas a cantar e tocar; em primeiro plano, uma mulher, Maria Augusta Bordalo Pinheiro, irmã do autor, de pé com um vestido de cetim branco decotado, de longa saia pregueada que lhe cobre os pés. Usa um par de luvas altas cinzentas e segura nas mãos pautas de música. Tem o cabelo apanhado na nuca. A seu lado, algo encoberto, vê-se o pintor Adolfo Greno, também virado de perfil para a direita, com bigode e barbas. À sua frente, um cantor italiano, obeso, vestindo um fato escuro, camisa branca, colete e laço branco acetinado. Na mão direita segura um par de luvas amarrotadas, e na esquerda as pautas de música, que segue, cantando arrebatadamente. Ao seu lado, no fundo, assoma a figura de Josefa Greno, a 3/4, baixando o olhar para um piano preto que se destaca no lado direito do quadro, tocado com bravura pelo pintor Artur Loureiro. Vestindo de preto e de barba cerrada, Loureiro olha concentradamente para a pauta que tem à sua frente, assente no piano, iluminada por uma vela. No chão, à direita, um "puff" com inúmeras pautas caídas ou a escorregar, abertas, sobre o castanho do chão e o rosa e azul claro de algumas das capas. No lado esquerdo da composição, atrás de Maria Augusta, destaca-se um enorme "cache-pot" em tons de cobre, cuja chapa é iluminada nalguns pontos pela escassa iluminação do interior.
Incorporação:
Compra - Adquirido por verba especial do Estado no leilão do Conde de Ameal
Origem / Historial:
* Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; N.º 19/2006; 18/07/2006 * Pertenceu à colecção da Condessa de Edla, esposa do rei D. Fernando II (1816-1885). Em 1895 pertencia a Ayres de Campos, de Coimbra. Oferta do artista à Condessa de Edla, esposa morganática do rei D. Fernando II, após o financiamento dos seus estudos em Pairs. Envia-o para Lisboa, via Havre, com custos de transporte de 168 000 réis e uma percentagem avultada, reclamada pela alfândega portuguesa, correspondente à elevadíssima verba de atribuição de seguro pelo artista, 60 000 francos, embora o valor final, depois de um ano na alfândega e de contínuas diligências, descesse para os 225 francos. Vendido, em leilão, em 92, a Aires de Campos, 1º Conde do Ameal, coleccionador de Coimbra. Adquirido pelo Estado no leilão desta colecção e integrado no MNAC em 1921.
 
     
     
   
     
     
     
 
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