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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea
N.º de Inventário:
4
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Pequena fiandeira napolitana
Autor:
PORTO, António Carvalho da SILVA (Porto, 1850 - Lisboa, 1893)
Datação:
1877 d.C.
Matéria:
Óleo
Suporte:
Tela
Técnica:
Pintura a óleo
Dimensões (cm):
altura: 96,5; 123; largura: 60,5; 88;
Descrição:
Pintura de costumes. Uma rapariga vestida com um colorido traje regional italiano posa a corpo inteiro, vestindo um saião azul com um avental de duas bandas coloridas, camisa branca, corpete vermelho, lenço axadrezado nos ombros e uma touca branca cobrindo um cabelo escuro. Numa pose natural, está fiando uma linha que segura na mão esquerda, segurando a vara da roca debaixo do braço e o fuso com a mão direita, em baixo, tendo atrás uma parede acinzentada e uma trouxa garrida em cima de um banco de pedra. Como já foi escrito, a verosimilhança instantânea e verista deste quadro assenta sobretudo na pose casual da figura, que olha calmamente para a esquerda, no seu estatismo e fisionomia neutra, enfatizado pelas linhas dinâmicas que o fuso e roca introduzem na sua composição (cf. Museu do Chiado: Arte Portuguesa (1850-1950), 1994). A técnica de Silva Porto revela já uma aprendizagem madura, e sobretudo um interesse na exuberância plástica com que o traje colorido é pintado, revelando um gosto pela matéria espessa e por uma pincelada solta, adequada a uma luz meridional e intensa como é a da Itália; o cromatismo vibrante dos vermelhos do lenço e avental acabam por se tornar o sujeito marcante desta pintura, sobrepondo-se à neutralidade etnográfica da pose da italiana. Como foi apontado no catálogo da retrospectiva de 1993 (cf. Bibliografia), e como se escreve mais abaixo nas Observações desta ficha, o título mais correcto para este quadro será "Pequena fiandeira romana", traduzindo do francês o título original com que o quadro figurou, pela primeira vez em público, no Salon de Paris de 1878; a incongruência etnográfica patente nos vários títulos do quadro, originada pela confusão entre a identidade romana ou napolitana da retratada, foi originada pelo próprio pintor quando substituiu o título original para o "Napolitana fiando" da 12ª exposição da Promotora em 1880. Em vez de seguir normalmente para a Academia Portuense de Belas Artes como prova de pensionista no estrangeiro, o quadro foi oferecido por Silva Porto ao Sub-Inspector Delfim Guedes da Academia de Belas Artes de Lisboa, que iria ter uma influência decisiva na nomeação do pintor para professor de Paisagem da Academia, após o seu regresso de Paris em 1879.
Incorporação:
Transferência - Academia de Belas Artes de Lisboa
Origem / Historial:
Oferecido pelo autor ao Sub-Inspector da Academia de Belas Artes de Lisboa, Delfim Guedes, futuro Conde de Almedina. Adquirido pelo Legado Valmor no leilão do Conde de Almedina, em 1909. Integrado no MNAC em 1911. Intervenções de conservação e restauro: - Em 1993, no Laboratório José de Figueiredo (processo nºrest.18/93). Tratamento: Substituição da grade original por uma nova em casquinha; desinfestação com isoctano e panacide; limpeza com white spirit, isoctano e acetona; preenchimento de lacunas com massa de caulino e totin; pequenos retoques a tinta de óleo e verniz; aplicação de uma camada de verniz de retoque.
 
     
     
   
     
     
     
 
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