MatrizNet

 
Logo MatrizNet Contactos  separador  Ajuda  separador  Links  separador  Mapa do Site
 
domingo, 20 de janeiro de 2019    APRESENTAÇÃO    PESQUISA ORIENTADA    PESQUISA AVANÇADA    EXPOSIÇÕES ONLINE    NORMAS DE INVENTÁRIO 

Animação Imagens

Get Adobe Flash player

 


 
     
     
 
FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional Machado de Castro
N.º de Inventário:
2513;P23
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Título:
Milagre da Ressurreição do Mancebo / Painéis do retábulo-mor do Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra
Autor:
Cristovão de Figueiredo (act. 1515-1555)
Datação:
1521 d.C. - 1530 d.C.
Suporte:
Madeira de carvalho. Seis pranchas dispostas na vertical.
Técnica:
Óleo
Dimensões (cm):
altura: 106; comprimento: 141,5;
Descrição:
Pintura retabular. Painel remanescente do retábulo da capela-mor do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Toda a cena decorre num espaço exterior, plano, enquadrado ao fundo e à esquerda pelo Gólgota e à direita pela arquitectura. No primeiro plano, uma multidão (figuras amontoadas em dois registos) testemunha a ressurreição de um jovem, através da exibição da Vera Cruz, proposta por Santa Helena. O momento narrado é o da apresentação da Cruz ao defunto que jaz numa padiola e ocupa, na diagonal (direita em baixo, para a esquerda em cima) o centro da composição. Em linha paralela à do corpo do defunto, a travessa superior da Cruz de Cristo, cuja extremidade se liga às figuras de Santa Helena e sua acompanhante (em primeiro plano, à direita). O Santo Lenho protagoniza a história e delimita o olhar do observador entre o defunto e a rainha. A figura em primeiro plano à esquerda revela claras influências das gravuras de Durer, na sua posição de costas e em contraposto, envergando um traje mais claro e iluminado que os das restantes figuras, à excepção da mortalha do jovem e das vestes e carnações de Santa Helena. Apesar da degradação evidente desta pintura ao nível da camada cromática (verificando-se numerosas lacunas e desníveis) ao ponto de se terem perdido valores essenciais para a sua leitura estética, a luz das duas figuras femininas e a espessura das velaturas nesse ponto é um dos valores essenciais que permanece para o entendimento da obra do pintor, para além da complexidade das linhas compositivas. Hipóteses de reconstituição do retábulo, v. bibliografia: Dias, Pedro, 1983, pp.3-14; Pereira, Fernando António, 2001.
Incorporação:
Transferência - Conventos extintos. Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra
Origem / Historial:
*Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; Nº 19/2006; 18/07/2006* ------------------------------------------------------------------------------ Encomendado a Cristovão de Figueiredo para o altar-mor da igreja do Mosteiro de Santa Cruz, em 1521, o políptico só ficaria pronto em 1530. Foi mais tarde substituído por outra estrutura retabular que contemplava uma só tela e após a lei de 1834 (decreto da extinção das Ordens Religiosas), passou a pertencer ao Estado. Este e mais dois paineis do políptico foram integrados nas colecções do Museu.
 
     
     
   
     
     
     
 
Secretário Geral da Cultura Direção-Geral do Património Cultural Termos e Condições  separador  Ficha Técnica