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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional Machado de Castro
N.º de Inventário:
2513;P23
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Título:
Milagre da Ressurreição do Mancebo / Painéis do retábulo-mor do Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra
Autor:
Cristovão de Figueiredo (act. 1515-1555)
Datação:
1521 d.C. - 1530 d.C.
Suporte:
Madeira de carvalho. Seis pranchas dispostas na vertical.
Técnica:
Óleo
Dimensões (cm):
altura: 106; comprimento: 141,5;
Descrição:
Pintura retabular. Painel remanescente do retábulo da capela-mor do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Toda a cena decorre num espaço exterior, plano, enquadrado ao fundo e à esquerda pelo Gólgota e à direita pela arquitectura. No primeiro plano, uma multidão (figuras amontoadas em dois registos) testemunha a ressurreição de um jovem, através da exibição da Vera Cruz, proposta por Santa Helena. O momento narrado é o da apresentação da Cruz ao defunto que jaz numa padiola e ocupa, na diagonal (direita em baixo, para a esquerda em cima) o centro da composição. Em linha paralela à do corpo do defunto, a travessa superior da Cruz de Cristo, cuja extremidade se liga às figuras de Santa Helena e sua acompanhante (em primeiro plano, à direita). O Santo Lenho protagoniza a história e delimita o olhar do observador entre o defunto e a rainha. A figura em primeiro plano à esquerda revela claras influências das gravuras de Durer, na sua posição de costas e em contraposto, envergando um traje mais claro e iluminado que os das restantes figuras, à excepção da mortalha do jovem e das vestes e carnações de Santa Helena. Apesar da degradação evidente desta pintura ao nível da camada cromática (verificando-se numerosas lacunas e desníveis) ao ponto de se terem perdido valores essenciais para a sua leitura estética, a luz das duas figuras femininas e a espessura das velaturas nesse ponto é um dos valores essenciais que permanece para o entendimento da obra do pintor, para além da complexidade das linhas compositivas. Hipóteses de reconstituição do retábulo, v. bibliografia: Dias, Pedro, 1983, pp.3-14; Pereira, Fernando António, 2001.
Incorporação:
Transferência - Conventos extintos. Mosteiro de Santa Cruz, Coimbra
Origem / Historial:
*Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; Nº 19/2006; 18/07/2006* ------------------------------------------------------------------------------ Encomendado a Cristovão de Figueiredo para o altar-mor da igreja do Mosteiro de Santa Cruz, em 1521, o políptico só ficaria pronto em 1530. Foi mais tarde substituído por outra estrutura retabular que contemplava uma só tela e após a lei de 1834 (decreto da extinção das Ordens Religiosas), passou a pertencer ao Estado. Este e mais dois paineis do políptico foram integrados nas colecções do Museu.
 
     
     
   
     
     
     
 
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