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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional Machado de Castro
N.º de Inventário:
2143;P14
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Santa Maria Madalena
Autores:
Simão Rodrigues (c.1560-1628)
Domingos Vieira Serrão (1570-1632)
Datação:
1611 d.C. - 1620 d.C. - Pintura Maneirista
Suporte:
Tela
Técnica:
Óleo sobre tela
Dimensões (cm):
altura: 65,3; comprimento: 73;
Descrição:
Pintura representando Santa Maria Madalena recolhida numa gruta que, à direita, deixa entrever o exterior, através da representação de nuvens sobre céu azul. A Santa personifica o arrependimento e a penitência, sugerindo desse modo o afastamento do mundo para meditar sobre o divino. Com a mão direita segura uma caveira, símbolo da fragilidade dos valores mundanos; sobre a mão esquerda pousa suavemente o rosto longo e dirige o seu olhar para o observador. A seu lado está pousado o vaso de perfumes que terá usado para ungir os pés de Cristo. A sua farta cabeleira a que os textos sagrados aludem, apresenta-se solta e caída sobre os ombros e as costas mas não lhe encobre a nudez. O braço direito da santa forma uma diagonal simétrica com o recorte da abertura da gruta. A luz incide fortemente sobre o rosto oblongo de Madalena, realçando-lhe a perfeição das linhas e as faces nacaradas, destacando-a assim da penumbra do cenário de fundo. Simultaneamente a luz realça também a anatomia alongada que ainda persiste neste quadro. Moldura de fabrico recente. Segundo Vitor Serrão, esta obra é, de todo o conjunto do retábulo associado à igreja do Convento de Santa Ana, a pintura que mais claramente aponta para uma adesão à gramática tenebrista. Isso é reconhecível pela importância do tratamento da luz que cria fortes contrastes lumínicos apesar dos tons ácidos da paleta, e ainda pela distribuição da cabeleira da santa que, afastada do rosto, o emoldura e enquadra a veste sóbria que enverga.
Incorporação:
Transferência - Conventos extintos: Mosteiro de Santa Clara (?) v. item Origem
Origem / Historial:
Recentemente, surgiu a hipótese de ligação destas cinco telas, cuja proveniência seria a Igreja do Convento de Santa Ana, em Coimbra. Teriam pertencido ao primitivo retábulo maneirista do altar-mor daquela igreja (v. Catarina Carvalho, 1995) Provável percurso desta pintura: Devido às cheias do rio Mondego, o espólio do Convento de Santa Ana passou para vários conventos, entre os quais o das Irmãs Ursulinas, daí para o Instituto de Coimbra, e finalmente para o Museu Machado de Castro.
 
     
     
   
     
     
     
 
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