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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu Nacional dos Coches
N.º de Inventário:
PNA 50870
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Meios de transporte
Denominação:
Charabã (Char-à-bancs) (viatura de passeio ou Caça)
Título:
Charabã ( Char-à-bancs ) D. Maria II (viatura de passeio ou Caça)
Autor:
Thrupp and Co.
Local de Execução:
Inglaterra
Centro de Fabrico:
269 Oxford Street, London
Oficina / Fabricante:
Thrupp & Co
Datação:
1850 d.C. - Século XIX
Matéria:
Madeira, verga, ferro, couro, metal, vidro e seda
Dimensões (cm):
altura: 280; largura: 208; comprimento: 420;
Descrição:
Charabã longo de caixa aberta (viatura de passeio ou Caça) encomendado à firma Thrupp and Co, de Londres, em 1850, para a rainha D. Maria II. Tem quatro bancos corridos, com espaldar exterior de palhinha, estofados de seda cor de pérola com motivos florais azuis e galões com motivos de ramos de videira e cachos de uva em azul, tendo o terceiro banco um espaldar rebatível para permitir a passagem para o banco traseiro. Decoração entalhada nas ilhargas, a formar volutas. Caixa pintada de azul escuro, debruada com filetes a azul claro e branco, tendo ao centro o monograma do rei D. Carlos I. Tejadilho rectangular, em couro, cobrindo todo o veículo, apoiando-se em oito varais de metal, com sanefas e estores de rolo. O chão é revestido a alcatifa de lã com motivos florais azuis e beje. As quatro lanternas em bronze dourado, são rematadas por coroa real. O acesso faz-se através de estribos de acesso à caixa desdobráveis e plataformas de gaveta para apoio dos pés. Tem dois travões de volante, um à frente e um atrás, do lado direito. As molas são elípticas na parte dianteira e semi-elípticas na parte posterior do carro. Marca do fabricante gravada nos cubos das rodas. A diferença entre este charabã e o PDVV 1702, varia apenas no tecido do estofo.
Incorporação:
Outro - Pertence à colecção do Paço Ducal de Vila Viçosa
Origem / Historial:
Este "Char- à -Banc" é um dos dois que foram encomendados por D. Maria II em londre por intermédio do Secretário da Embaixada , Pinto Soveral, futuro 1º Visconde de S. Luís. A carruagem está assinada pelo fabricante londrino no eixo dos rodados. Este veículo era considerado uma novidade e dele foi publicada uma gravura em Londres, no The Illustrated London News de 29 de Junho de 1850. O texto que acompanhava a imagem afirmava que as carruagens " are intented for Her Majesty's use during the Summer sojourn of the Court at the Royal residences of Cintra and Mafra" [ destinam-se a ser usadas por Sua Majestade durante a permanência da Corte nas residências reais de Sintra e Mafra"]. Mas esperava-se também que esta nova e avançada forma de transporte servisse para as deslocações dos diversos príncipes reais e que permitisse fazer o trajecto entre Lisboa e Sintra em duas horas. Em julho desse ano já estavam a ser usadas com pleno êxito, pois o Príncipe D. Pedro escreve de Sinta a seu pai , D. Fernando, no dia 21 de Julho de 1850 : " A sua boa chegada a Lisboa alegrou.nos imensamente. O char-à-Bancs parece estar muito bem feito, pois que com o outro nunca teria cheagado às Necesidades em 2 horas".
 
     
     
   
     
     
     
 
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