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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu de Évora
N.º de Inventário:
ME 1516
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Cristo e Pilatos
Autores:
Anónimo flamengo
Mestre do Retábulo da Sé de Évora (Círculo de Gerard David, 1460-1523)
Datação:
1530 d.C. - 1537 d.C.
Suporte:
Madeira
Técnica:
Óleo
Dimensões (cm):
altura: 77; largura: 105;
Descrição:
Neste painel Jesus é apresentado perante o tribunal civil romano, presidido pelo procurador da Judeia, Pôncio Pilatos, após ter sido condenado pelas autoridades religiosas judias. Após ter sido interrogado por Pilatos, Jesus acaba por se refugiar no silêncio. Mas a multidão pede a sua condenação à morte, à qual Pilatos acede, mas, num gesto simbólico lava as mãos em presença dos que pedem a condenação de Cristo declarando que se considera incoente da sua morte. Partindo do lado esquerdo da pintura, em frente de uma multidão agitada, vê-se a figura de Cristo, em pé, de olhos cerrados e cabeça baixa, vestido com uma túnica azul cujas mangas lhe cobrem completamente as mãos. À sua frente, Pilatos sentado na sua cadeira com as mãos bem visíveis pousadas sobre as pernas, mas numa posição completamente estática, parece esperar ouvir algo de vindo de Cristo. Do lado direito, um servo, ajoelhado, despeja água de un jarro para uma bacia, onde Pilatos irá lavar as suas mãos. Por detrás desta figura, do lado direito, dois degraus dão acesso a uma outra sala onde vemos retratada, numa cena secundária, a Flagelação de Cristo. Este encontra-se de pé, preso pela mãos a uma coluna, tendo a túnica azul que o cobria sido substituida por um pano branco preso em volta da cintura. Do lado direito, um homem ergue o chicote com que vai açoitar Cristo, do lado direito três homens presenciam a cena.
Incorporação:
Transferência - Transferência da Biblioteca Pública de Évora
Origem / Historial:
Este painel , do qual se ignora a data de execução e o autor, faz parte de um conjunto de seis tábuas representando a Paixão de Cristo do qual faz parte, ainda, a "Última Ceia", a "Prisão de Cristo", o "Descimento da Cruz", a "Ressurreição e a "Ascenção", foi durante bastante tempo considerado com sendo a predela do retábulo-mor flamengo da capela-mor da Sé de Évora. Aquela que parece ser a primeira referência escrita a este retábulo data de 1537, ano em que o Cardeal Infante D. Afonso efectua uma visita à Sé de Évora. No relato desta visita, publicado por Túlio Espanca (Espanca, 1944 e 1970-71), refere-se a existência de um retábolo com as cenas da Paixão, que estaria colocado na capela dedicada a Nossa Senhora da Piedade, reformulada cerca de 1530 por iniciativa de João Mendes de Vasconcelos. Tendo a capela voltado a ser reformulada cerca de 1620, estes painéis foram retirados do seu lugar original e votados ao esquecimento. E é sómente no início de século XIX que o Arcebispo D. Frei Manuel do Cenáculo os vai trazer de novo à luz . Ao encontrar estes painéis, bem como o antigo retábulo da capela-mor da Sé, abandonados e em muito mau estado de conservação no Paço Arquiespiscopal, o arcebispo encarrega Matias José de Castro, pintor que então se ocupava dos tectos da biblioteca de Évora, de restaurar todas estas pinturas, as quais passarão a figurar na sua colecção. A colecção de D. Frei Manuel do Cenáculo Villas-Boas irá dar origem à colecção da Biblioteca Pública de Évora a qual, a 1 de Março de 1915, é transferida para o Museu de Évora.
 
     
     
   
     
     
     
 
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