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FICHA DE INVENTÁRIO
Museu:
Museu de Évora
N.º de Inventário:
ME 1515
Supercategoria:
Arte
Categoria:
Pintura
Denominação:
Prisão de Cristo
Autores:
Anónimo flamengo
Mestre do Retábulo da Sé de Évora (Círculo de Gerard David, 1460-1523)
Datação:
1530 d.C. - 1537 d.C.
Suporte:
Madeira
Técnica:
Óleo
Dimensões (cm):
altura: 75.7; largura: 87.6;
Descrição:
Nesta pintura está representada a Prisão de Jesus, sendo aqui retratado um dos episódios com ela relacionados que, segundo Réau, "é um dos episódois mais populares da Prisão, imaginado para realçar a divina mansidão de Cristo por oposição à reacção institiva de um dos seus discípulos" e que apenas foi referido por São Lucas (Réau, II, pp. 436-7). Assim, no momento da prisão de Jesus, Pedro, deixando-se dominar pela cólera e em defesa do seu mestre, precipitou-se sobre Malco, criado do sumo-sacerdote, que tinha guiado os soldados, iluminando o caminho com uma lanterna. Derrubando-o, cortou-lhe uma orelha com a sua faca. Jesus pediu a Pedro que se acalmasse e dirigindo-se a Malco, voltou a por a orelha no seu lugar.. Do lado esquerdo, está Malco caido no chão, com um dos braços no ar, como que defendendo-se de São Pedro. Este de pé, voltado para Cristo, com uma expressão de alguma relutância no rosto, obedece à ordem de que Ele lhe e embainha a faca com que feriu Malco. Cristo avança em direcção a Malco, a quem vai voltar a colar a orelha que segura na sua mão direita e ergue a outra mão, num gesto de quem pretende apaziguar os soldados que, num grupo agitado e compacto, situado do lado direito, se precipitam sobre Pedro. Na mão de um dos soldados, erguida no ar, aparece a lanterna que Malco transportaria. Do lado esquerdo, por detrás de pedro, uma árvore. Ao fundo, ao centro, algumas casas no cimo de um monte.
Incorporação:
Transferência - Transferência da Biblioteca Pública de Évora
Origem / Historial:
Este painel , do qual se ignora a data de execução e o autor, faz parte de um conjunto de seis tábuas representando a Paixão de Cristo do qual faz parte, ainda, a "Última Ceia", "Jesus perante Pilatos", o "Descimento da Cruz", a "Ressurreição e a "Ascenção", foi durante bastante tempo considerado com sendo a predela do retábulo-mor flamengo da capela-mor da Sé de Évora. Aquela que parece ser a primeira referência escrita a este retábulo data de 1537, ano em que o Cardeal Infante D. Afonso efectua uma visita à Sé de Évora. No relato desta visita, publicado por Túlio Espanca (Espanca, 1944 e 1970-71), refere-se a existência de um retábolo com as cenas da Paixão, que estaria colocado na capela dedicada a Nossa Senhora da Piedade, reformulada cerca de 1530 por iniciativa de João Mendes de Vasconcelos. Tendo a capela voltado a ser reformulada cerca de 1620, estes painéis foram retirados do seu lugar original e votados ao esquecimento. E é sómente no início de século XIX que o Arcebispo D. Frei Manuel do Cenáculo os vai trazer de novo à luz . Ao encontrar estes painéis, bem como o antigo retábulo da capela-mor da Sé, abandonados e em muito mau estado de conservação no Paço Arquiespiscopal, o arcebispo encarrega Matias José de Castro, pintor que então se ocupava dos tectos da biblioteca de Évora, de restaurar todas estas pinturas, as quais passarão a figurar na sua colecção. A colecção de D. Frei Manuel do Cenáculo Villas-Boas irá dar origem à colecção da Biblioteca Pública de Évora a qual, a 1 de Março de 1915, é transferida para o Museu de Évora.
 
     
     
   
     
     
     
 
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